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Turistas desrespeitam leis ambientais em Laguna ao invadir área de descanso de animais; riscos à saúde e à segurança são apontados

Em Laguna, no Sul de Santa Catarina, um cenário preocupante envolvendo elefantes-marinhos (Mirounga leonina) tem chamado a atenção de ambientalistas e autoridades. Esses animais, que chegam exaustos após longas jornadas no mar em busca de descanso, estão sendo perturbados por banhistas que invadem seus espaços na faixa de areia. A denúncia foi feita pelo Laboratório de Zoologia da Universidade do Estado de Santa Catarina (LabZoo/Udesc) na segunda-feira (30).

De acordo com especialistas do LabZoo, a proximidade excessiva com os animais não só viola a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), mas também representa sérios riscos à saúde pública e à segurança dos banhistas. Elefantes-marinhos podem transmitir doenças graves, como leptospirose e tuberculose, e podem reagir agressivamente caso se sintam ameaçados. Além disso, a perturbação prejudica a recuperação dos animais, que dependem de tranquilidade para se reabilitar antes de retornarem ao oceano.

A equipe do LabZoo reforça que o respeito ao espaço dos elefantes-marinhos é fundamental. Para evitar novos episódios, a instituição divulgou orientações claras: manter uma distância mínima de 50 metros, evitar barulhos, não tocar, alimentar ou tentar interagir com os animais, além de manter cães e outros animais domésticos afastados.

Apesar de existirem leis que protegem a fauna silvestre, como a Lei de Crimes Ambientais, especialistas destacam que a fiscalização nas praias ainda é insuficiente. O desrespeito constante às regras revela a necessidade de um trabalho mais efetivo das autoridades locais, aliado a campanhas de conscientização voltadas tanto para moradores quanto para turistas.

“Esses episódios mostram como o turismo desordenado pode impactar negativamente a fauna marinha. Sem fiscalização, as leis perdem força, e os animais acabam sendo os maiores prejudicados”, comentou um pesquisador da Udesc.

Com a temporada de verão e o aumento no fluxo de turistas, a preservação da vida selvagem em locais como Laguna exige não apenas o cumprimento das leis, mas também ações preventivas para garantir a convivência respeitosa entre seres humanos e natureza.