
Sentença em regime semiaberto inclui indenização milionária à vítima de acidente causado por embriaguez ao volante
João Pizzolatti, ex-deputado federal, foi condenado a 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal do Júri em Blumenau, após um julgamento que se estendeu por quase dez horas nesta quarta-feira (28). A sentença foi aplicada quase sete anos após o acidente ocorrido em 20 de dezembro de 2017, na rodovia Werner Duwe, que conecta Blumenau a Pomerode.
No dia do acidente, Pizzolatti dirigia uma caminhonete Volvo e colidiu frontalmente com um Fiat Mobi, conduzido por Paulo Marcelo Santos. O impacto fez com que o veículo de Paulo capotasse e pegasse fogo enquanto ele ainda estava preso às ferragens. Paulo sofreu queimaduras graves e passou meses hospitalizado. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) alegou que Pizzolatti estava embriagado no momento da colisão, o que foi corroborado por vídeos gravados no local, onde o ex-deputado admitiu ter ingerido álcool.
Além da pena de reclusão, Pizzolatti foi condenado a pagar uma indenização de cerca de R$ 1,796 milhão à vítima e a cumprir seis meses de reclusão por embriaguez ao volante, com suspensão de sua carteira de motorista por dois meses. A defesa, que negou o consumo de bebidas alcoólicas e alegou uso de medicação, anunciou que recorrerá da decisão.
O caso Pizzolatti trouxe novamente à tona a discussão sobre a responsabilidade de políticos e figuras públicas no cumprimento das leis e a importância de penas severas para crimes de trânsito, especialmente quando envolvem embriaguez.
Fonte: ND+









