Após determinação de Alexandre de Moraes, provedores de internet no Brasil começam a suspender o X, - Foto: Divulgação

Ministro do STF determina suspensão da plataforma em resposta a descumprimentos legais; Anatel deve notificar operadoras até as 17h deste sábado

Neste sábado, 31 de agosto, a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, começou a ser bloqueada gradualmente no Brasil, seguindo uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi encarregada de notificar mais de 20 mil operadoras de telecomunicações até as 17h de hoje, para que a suspensão seja executada em até cinco dias.

A ordem de suspensão da plataforma foi motivada pelo não cumprimento de ordens judiciais, que exigiam o bloqueio de perfis suspeitos de disseminar desinformação e ameaçar a democracia. Essas ações fazem parte de uma investigação mais ampla sobre uma organização criminosa que estaria operando na internet com o objetivo de minar procedimentos legais e apoiar tentativas de golpe de Estado.

Desde o dia 7 de agosto, quando Moraes ordenou o bloqueio imediato dos perfis, o X vem acumulando multas por descumprimento, que já somam milhões de reais. Além disso, no dia 18 de agosto, o STF determinou o bloqueio de contas da holding responsável pela rede social no Brasil. Na última semana, outra empresa de Elon Musk, a Starlink, também foi alvo de bloqueios em território brasileiro.

Elon Musk, proprietário do X, reagiu à suspensão com críticas severas ao judiciário brasileiro, utilizando sua própria rede social para expressar indignação. Ele acusou Moraes de agir de forma autoritária e politicamente motivada, afirmando que a decisão representa um ataque à liberdade de expressão.

O episódio sublinha as tensões crescentes entre o poder judiciário brasileiro e grandes empresas de tecnologia, num cenário onde as questões de regulação da internet e liberdade de expressão se encontram em choque.