Esposa da vítima e suposto amante foram presos preventivamente após conclusão do inquérito da Polícia Civil em Santa Catarina. – Foto: Reprodução

Investigação revela suspeita de envenenamento gradual e motivação patrimonial no caso que chocou moradores de Videira

A investigação sobre a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil concluir que o dono de uma tradicional funerária da cidade foi vítima de envenenamento. O caso, inicialmente tratado como morte suspeita, resultou na prisão preventiva da esposa da vítima e do suposto amante dela.

Pedro Alves era bastante conhecido na região por atuar há mais de três décadas no setor funerário. Ele foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador no início de fevereiro deste ano, apresentando um quadro clínico considerado incomum pelos médicos. Sem evolução positiva durante o tratamento, a equipe hospitalar solicitou exames toxicológicos que identificaram intoxicação por substâncias altamente tóxicas.

Segundo a Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Videira, o laudo apontou intoxicação exógena por carbamatos ou organofosforados, compostos presentes em produtos tóxicos proibidos no Brasil. O empresário morreu dois dias após a confirmação do exame.

De acordo com o delegado Édipo Flamia Hellt, as investigações revelaram que a esposa da vítima mantinha um relacionamento extraconjugal havia mais de um ano. A Polícia Civil apurou que ela e o suposto amante teriam planejado a morte do empresário com objetivo de ficarem juntos e obter vantagens patrimoniais.

As investigações apontam que substâncias tóxicas teriam sido adicionadas de forma gradual à cerveja e aos medicamentos utilizados pela vítima. Entre os produtos citados estão metanol, soda cáustica e “chumbinho”, produto ilegal frequentemente associado a casos de intoxicação fatal.

Outro ponto investigado envolve um enfermeiro que teria recebido dinheiro para repassar informações sobre o estado de saúde do empresário durante o período de internação.

A esposa e o suposto amante foram indiciados por homicídio doloso qualificado por motivo torpe, uso de veneno e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ambos permanecem presos preventivamente enquanto o caso segue à disposição da Justiça.