
Hans Ulrich Frank, fundador da TDV Dental, pilotava sozinho a aeronave que caiu após possível colisão com rede de alta tensão
A morte do empresário e piloto Hans Ulrich Frank, de 71 anos, provocou grande comoção em Pomerode e em diferentes setores empresariais de Santa Catarina nesta quinta-feira (21). Ele foi identificado como a vítima da queda de um helicóptero registrada pela manhã no bairro Testo Central, no Vale do Itajaí.
Hans pilotava sozinho a aeronave modelo Robinson R44, de cor vermelha, da qual era proprietário desde 2014. O acidente aconteceu por volta das 8h40, em uma área de campo localizada a poucos quilômetros do Centro de Pomerode e próxima ao hangar onde o helicóptero permanecia estacionado.
Conhecido no meio empresarial catarinense, Hans Frank construiu trajetória de destaque como fundador da TDV Dental, empresa especializada em produtos odontológicos e reconhecida nacionalmente no setor. Além da atuação empresarial, também era apaixonado pela aviação e possuía ampla experiência como piloto.
As primeiras equipes dos Bombeiros Voluntários que chegaram ao local encontraram a aeronave completamente destruída e em chamas. O combate ao incêndio mobilizou bombeiros, Polícia Militar e o helicóptero Arcanjo-03.
Segundo os socorristas, as condições climáticas dificultaram a localização exata do acidente. Durante um sobrevoo realizado pelas equipes de resgate, foi identificada uma torre da rede de alta tensão parcialmente destruída a cerca de 400 metros do local da queda, levantando a suspeita de que a aeronave tenha colidido com os cabos antes de cair.
O capitão Jefferson Luiz Machado, piloto do Arcanjo-03, relatou que havia forte presença de nevoeiro na região no momento das buscas. As circunstâncias do acidente agora passam a ser investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).
Outro detalhe que chamou atenção durante a apuração foi a situação documental da aeronave. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) do helicóptero estava vencido desde agosto de 2024. O documento é obrigatório para comprovar que a aeronave está apta a operar dentro das normas de segurança exigidas pela aviação brasileira.
A morte de Hans Frank repercutiu nas redes sociais e entre empresários da região, que destacaram seu perfil empreendedor, sua paixão pela aviação e a contribuição deixada ao desenvolvimento econômico de Pomerode e de Santa Catarina.
VÍDEO: Queda de helicóptero mobiliza bombeiros e forças de segurança em Pomerode









