Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Decisão busca retomar cooperação entre os países após medidas de reciprocidade envolvendo autoridades

A Polícia Federal retomou, na última segunda-feira (27), as credenciais de um agente norte-americano que atua em Brasília, em um gesto que indica a tentativa de reduzir a tensão diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos.

O profissional havia tido seu acesso suspenso temporariamente como resposta à decisão do governo dos Estados Unidos de retirar as credenciais de um delegado brasileiro que atuava no país.

Com a suspensão, o agente estrangeiro ficou impedido de acessar a sede da Polícia Federal e sistemas utilizados na cooperação internacional de segurança.

A devolução do credenciamento é vista como um movimento estratégico para restabelecer o diálogo entre as instituições dos dois países.

A identidade do agente norte-americano não foi divulgada oficialmente.

O episódio ocorreu em meio a um impasse diplomático envolvendo decisões unilaterais e o princípio da reciprocidade adotado pelo governo brasileiro.

Oficial norte-americano estava impedido de acessar a sede da PF em BrasíliaFoto: Polícia Federal/Ministério da Justiça e Segurança Pública/ND Mais
PF restabelece acesso de agente dos EUA após impasse diplomático – Foto: Polícia Federal/Ministério da Justiça e Segurança Pública

Outro servidor dos Estados Unidos também foi afetado anteriormente, tendo visto e credenciais cancelados, o que resultou em seu retorno ao país de origem.

A crise teve origem na retirada das credenciais do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como elo de cooperação na área de segurança internacional.

A decisão das autoridades norte-americanas teria sido motivada por divergências na condução de um caso envolvendo um ex-deputado brasileiro em território dos EUA.

Segundo o entendimento do governo norte-americano, houve tentativa de enquadramento do caso por vias administrativas, em vez de seguir o trâmite formal de extradição.

O caso gerou reações do governo brasileiro, que adotou medidas equivalentes como forma de resposta diplomática.

A devolução das credenciais ao agente estrangeiro agora sinaliza uma possível retomada da cooperação entre as forças de segurança dos dois países.

Especialistas avaliam que a colaboração internacional é essencial para o combate a crimes transnacionais e depende de relações institucionais estáveis.

O desfecho do caso ainda dependerá dos próximos movimentos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: R7