
Ministro indicado por Bolsonaro herda investigação do Banco Master e já conduz inquérito sobre fraudes no INSS
O ministro André Mendonça passou a ocupar posição estratégica no Supremo Tribunal Federal após ser sorteado para relatar o inquérito envolvendo o Banco Master. O processo estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, que deixou a condução do caso.
Indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça já vinha conduzindo outra investigação de grande repercussão: o inquérito que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo possíveis desvios em aposentadorias e pensões.
Com a nova relatoria, o ministro passa a concentrar dois processos considerados sensíveis e com potencial de impacto direto no cenário político nacional, especialmente em ano eleitoral. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que as investigações podem atingir agentes públicos, partidos e empresários com influência no Congresso.
A mudança foi comemorada por parlamentares da oposição, que veem na redistribuição uma oportunidade para condução mais técnica e previsível do processo. Líderes partidários afirmaram esperar decisões fundamentadas na Constituição e no devido processo legal.
Ao mesmo tempo, parte da classe política observa com cautela os próximos passos, já que o avanço das apurações da Polícia Federal pode resultar em novas operações nos próximos meses.
O caso do Banco Master envolve suspeitas de irregularidades financeiras e movimentações sob investigação judicial. Já o inquérito do INSS examina possíveis esquemas que teriam atravessado diferentes gestões federais.
Além das relatorias no STF, Mendonça assumirá, no meio do ano, a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), integrando a gestão que comandará a Justiça Eleitoral nas eleições de outubro.
A combinação entre funções judiciais estratégicas e investigações em curso coloca o ministro no centro das atenções políticas e institucionais do país.









