
Investigações apontam que grupo movimentou bilhões de reais e abastecia organizações criminosas com armamentos de guerra
Uma ampla operação policial voltada ao combate ao crime organizado transnacional resultou no bloqueio de R$ 429 milhões em contas bancárias e ativos financeiros ligados a integrantes e colaboradores da facção venezuelana Tren de Aragua. A ação, coordenada pela Polícia Civil de Roraima, busca enfraquecer a estrutura financeira da organização, investigada por envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Batizada de Operação Rota do Norte, a ofensiva ocorreu simultaneamente em seis estados brasileiros e teve como foco a identificação dos responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos obtidos por atividades criminosas. Ao todo, dezenas de mandados judiciais foram expedidos, incluindo prisões preventivas e buscas em endereços ligados aos investigados.
Segundo a Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), os alvos atuavam como operadores financeiros da facção, utilizando empresas, contas bancárias e terceiros para dificultar o rastreamento dos valores. As investigações apontam que a organização teria movimentado cerca de R$ 6 bilhões nos últimos anos em território brasileiro.
Os levantamentos também indicam que o grupo mantinha uma rede de fornecimento de armamentos de alto poder destrutivo, incluindo metralhadoras e lança-granadas, destinados a outras organizações criminosas que atuam no país. O objetivo da operação é interromper essas conexões e reduzir a capacidade operacional da facção.
Durante as diligências, uma mulher foi presa em Boa Vista, capital de Roraima. No imóvel onde ela estava foram apreendidos entorpecentes, munições, dinheiro em espécie, equipamentos utilizados no tráfico e uma arma de fogo. Conforme a investigação, ela integrava uma célula responsável pela logística de distribuição de drogas.
A Polícia Civil destaca que a operação representa uma das maiores ações recentes contra a estrutura financeira da facção no Brasil. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e ampliar o mapeamento da rede criminosa que atua em diferentes regiões do país.
Fonte: ND+









