
Laudos periciais e análise de prontuários embasaram o inquérito que agora será encaminhado ao Ministério Público
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte da jovem gestante Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, e de sua filha, ocorridas em abril deste ano no Vale do Itajaí. Após quase três meses de apuração, dois médicos foram indiciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O caso, que gerou forte comoção em Santa Catarina, agora segue para análise do Ministério Público.
Maria Luiza estava com 28 semanas de gestação e procurou atendimento médico por quatro dias consecutivos no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial. Segundo relatos da família e documentos analisados pela investigação, ela apresentava sintomas preocupantes, como febre, dores intensas pelo corpo, vômitos e manchas na pele. Mesmo diante da evolução do quadro clínico, a jovem recebeu atendimento e retornou para casa em diferentes ocasiões.
No dia 2 de abril, após uma piora significativa de seu estado de saúde, Maria Luiza foi transferida em situação crítica para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau. Na unidade, os médicos realizaram uma cesariana de emergência, mas a bebê nasceu sem sinais vitais. Pouco tempo depois, a mãe também não resistiu às complicações.
Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu prontuários médicos, registros do SAMU, depoimentos de testemunhas, familiares e profissionais da saúde, além de laudos produzidos pela Polícia Científica. As perícias concluíram que a causa da morte foi uma síndrome infecciosa sistêmica aguda grave, conhecida como sepse, quadro que evoluiu rapidamente e levou ao agravamento da paciente.
Segundo os investigadores, os elementos reunidos apontaram indícios de falhas na condução de parte dos atendimentos prestados à jovem. Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou adota outro encaminhamento para o caso.
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