Ministério da Pesca determinou o fim da captura da tainha por arrasto de praia e concedeu prazo de 24 horas para o último desembarque. – Foto: Divulgação

Ministério da Pesca determinou a suspensão da modalidade e concedeu prazo de 24 horas para o desembarque das últimas capturas

A tradicional safra da tainha teve um capítulo importante encerrado neste domingo (7). O Ministério da Pesca e Aquicultura determinou a suspensão da captura da espécie na modalidade de arrasto de praia após o volume pescado atingir 90% da cota autorizada para a temporada de 2026. A medida vale para pescadores artesanais de todo o país e busca evitar que o limite estabelecido para a modalidade seja ultrapassado.

Conforme o comunicado oficial, as embarcações que ainda estavam em atividade no momento da publicação da decisão receberam autorização para realizar o último desembarque em até 24 horas. Após esse período, a captura da tainha por arrasto de praia fica proibida até a próxima temporada.

A safra começou em 1º de maio e registrou forte movimentação ao longo do litoral catarinense, especialmente em cidades onde a pesca artesanal representa tradição cultural e importante fonte de renda para centenas de famílias. Neste ano, a modalidade de arrasto de praia contava com limite de 1.332 toneladas, definido pela Portaria Interministerial nº 51 de 2026.

Segundo o Ministério da Pesca, o encerramento tem caráter preventivo e foi baseado nos dados consolidados das Declarações de Entrada de Tainha em Empresas Pesqueiras, sistema utilizado para acompanhar diariamente a evolução das capturas.

Apesar da suspensão do arrasto de praia, os pescadores poderão continuar atuando na captura de outras espécies permitidas pela regulamentação vigente. Já as demais modalidades autorizadas para a pesca da tainha seguem operando dentro dos limites de suas respectivas cotas.

A temporada de 2026 entrou para a história como uma das mais expressivas dos últimos anos, impulsionada pelo aumento das cotas e pela forte presença dos cardumes no litoral Sul do país. Para muitas comunidades pesqueiras, a safra representou não apenas atividade econômica, mas também a preservação de uma tradição passada entre gerações.