
Projeto histórico prevê mais de 580 quilômetros de rede coletora, 30 elevatórias e atendimento para cerca de 40 mil residências
A implantação do sistema de esgotamento sanitário de Camboriú avançou mais uma etapa considerada histórica nesta quinta-feira (28), após a aprovação unânime da área onde será construída a futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município. A decisão foi definida durante audiência pública realizada na cidade e estabelece que a estrutura será implantada em um terreno pertencente ao Instituto Federal Catarinense (IFC) de Camboriú.
Com a aprovação, o município inicia agora os trâmites finais para formalizar a cessão da área, que posteriormente será utilizada pela concessionária responsável pelos serviços de saneamento. O projeto representa uma das maiores obras de infraestrutura urbana da história da cidade e deve ampliar significativamente a cobertura de esgotamento sanitário da região.
O sistema prevê a construção de uma ETE moderna, 30 estações elevatórias e mais de 580 quilômetros de rede coletora, com capacidade estimada para atender aproximadamente 40 mil residências.
Segundo a Aegea SC, responsável pela operação, a estação utilizará tecnologia SBR (Reator de Batelada Sequencial), considerada uma das mais eficientes no tratamento de efluentes, com alta capacidade de remoção de carga orgânica, fósforo e nitrogênio.
Durante a audiência, autoridades destacaram os impactos positivos que a obra poderá trazer para a saúde pública, preservação ambiental e valorização imobiliária da cidade. A presidente da Aegea SC, Reginalva Mureb, afirmou que o saneamento representa um investimento direto na qualidade de vida da população e na recuperação do Rio Camboriú.
Ela ressaltou ainda que a implantação da rede pode contribuir para melhorar as condições ambientais do rio que abastece tanto Camboriú quanto Balneário Camboriú, influenciando inclusive na balneabilidade das praias da região.
O vice-prefeito Jozias Osmar da Silva destacou que o processo envolveu estudos técnicos, visitas a estações-modelo e diálogo entre diferentes instituições para garantir segurança e eficiência ao projeto.
A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, também participou da audiência e defendeu uma atuação regional integrada em torno do saneamento básico, classificando o tema como uma necessidade pública essencial para o futuro das cidades.
A diretora-geral do IFC de Camboriú, Sirlei de Fátima Albino, lembrou que a ausência de tratamento adequado de esgoto afeta atividades econômicas, áreas rurais e a preservação ambiental da bacia do Rio Camboriú.
Além da estrutura da estação, o projeto prevê compensações institucionais ao IFC, incluindo quitação de débitos relacionados ao abastecimento e investimentos anuais.
A expectativa é que a implantação do sistema represente um marco para o desenvolvimento urbano, ambiental e sanitário de Camboriú nos próximos anos.









