Influenciador foi multado após divulgar pesca ilegal de espécie ameaçada nas redes sociais - Foto: Reprodução

Autuação do Ibama aponta exploração ilegal com fins lucrativos e divulgação nas redes

A exposição de uma prática ilegal nas redes sociais resultou em uma multa significativa para um influenciador digital de Santa Catarina. Ele foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis após capturar e exibir seis exemplares de miragaia, espécie considerada ameaçada de extinção.

A infração foi identificada após a circulação de vídeos em que o próprio influenciador mostra os peixes capturados e promove um curso ensinando técnicas para pescar o animal, também conhecido como burriquete.

Nas imagens divulgadas, os peixes aparecem fora da água, em estado de sofrimento, enquanto o autor detalha métodos e estratégias de captura.

De acordo com o IBAMA, a prática configura crime ambiental por envolver a captura de espécie protegida sem autorização legal.

A miragaia integra a lista oficial de animais ameaçados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o que torna sua pesca ainda mais restrita.

A legislação prevê multa de R$ 5 mil por exemplar capturado. No entanto, o valor foi agravado devido à finalidade lucrativa da ação.

Segundo o órgão ambiental, houve tentativa de obtenção de vantagem financeira tanto pela venda do curso quanto pela monetização do conteúdo nas redes sociais.

Com isso, a penalidade foi aplicada em dobro, totalizando R$ 60 mil.

A autuação foi formalizada em Florianópolis e reacendeu o debate sobre a responsabilidade de influenciadores na divulgação de práticas ilegais.

Além da multa administrativa, o caso pode ter outros desdobramentos na esfera ambiental.

O influenciador já teria apresentado recurso contra a penalidade.

Especialistas alertam que a exploração de espécies ameaçadas compromete o equilíbrio dos ecossistemas e pode acelerar o risco de extinção.

O episódio também levanta questionamentos sobre o impacto das redes sociais na disseminação de condutas ilegais.

Fonte: Diarinho