Rivalidade entre facções criminosas resultou em cárcere privado, tortura e homicídio
O crime ocorreu em 26 de abril de 2018. Os denunciados sequestraram a vítima, Marlon Gonçalves Juvenal, e a mantiveram em cárcere privado. A motivação do sequestro foi por Marlon supostamente estar associado a uma facção criminosa rival. Um terceiro denunciado, por meio de um aplicativo de mensagens, aguardava autorização para matar a vítima. Por volta das 23h50, em uma área rural no bairro Pirabeiraba, em Joinville, Marlon foi executado a tiros.
Três homens são apontados como envolvidos na trama, gerada por rivalidade entre facções criminosas e que resultou em cárcere privado, tortura e, finalmente, homicídio. Um dos réus, com processo desmembrado, será julgado em data posterior.
De acordo com a denúncia do MP, a vítima foi levada em cárcere privado e depois conduzida à força até o local de sua execução, com as mãos amarradas, sem que conseguisse se defender.
Diante do júri, o Promotor de Justiça, Marcelo Sebastião Netto de Campos, da 23ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, sustentou que, durante o cárcere, os acusados interpelavam, fotografavam e filmavam a vítima enquanto aguardavam a decretação do salve, a autorização dos demais comparsas para matar. Ele apresentou o contexto dos fatos ocorridos e, ao final de sua explanação, pediu a condenação dos réus.
Adriano dos Santos e David Arzão já estão encarcerados. Um deles, apontado como o mandante do assassinato, está detido no sistema prisional de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A apreensão de um aparelho celular foi fundamental para a elucidação dos fatos, conforme consta nos autos (n. 5018773-50.2020.8.24.0038).
Fonte: CCS – Correspondente Regional em Joinville










