
Mais de 15 mil peixes foram capturados em um único dia, enquanto pescadores enfrentam limitações impostas pelo governo federal
No último domingo (1º), pescadores das praias de Cima, em Palhoça, e do Pântano do Sul, em Florianópolis, celebraram um lanço excepcional de tainha, com aproximadamente 15 mil peixes capturados. A cena atraiu moradores e turistas, reforçando a importância cultural e econômica da pesca artesanal no litoral catarinense.
Apesar da fartura, a temporada de 2025 é marcada por tensões. A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 26 estabeleceu uma cota de 1.100 toneladas para a pesca artesanal da tainha em Santa Catarina, medida que não se aplica a outros estados. Pescadores e autoridades locais consideram a restrição discriminatória e sem base técnica adequada.
O governo estadual, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), ingressou com ação na Justiça Federal para suspender a cota. Argumenta-se que a pesca de arrasto de praia, reconhecida como Patrimônio Cultural de Santa Catarina desde 2019, é uma atividade de baixo impacto ambiental e vital para a subsistência de milhares de famílias.
Especialistas também questionam a eficácia da medida. Segundo Caio Magnotti, engenheiro de Aquicultura da UFSC, as cotas fixas desconsideram a complexidade das migrações da tainha e podem prejudicar a sustentabilidade da espécie.
Enquanto a disputa judicial continua, os pescadores seguem com esperança de que a tradição e o modo de vida associados à pesca da tainha sejam preservados para as futuras gerações.
No domingo (1º), pescadores das praias de Cima, em Palhoça, e do Pântano do Sul, em Florianópolis, celebraram um lanço com aproximadamente 15 mil tainhas capturadas. A cena atraiu moradores e turistas, reforçando a importância cultural e econômica da pesca artesanal em SC. pic.twitter.com/wdzJInMwML
— G7SC Noticias (@NoticiasG7sc) June 2, 2025









