
Leilão da última praia intocada de Balneário Camboriú por R$ 31,5 milhões gera preocupação ambiental e discussão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina
A recente venda dos 600 mil metros quadrados da Praia de Taquarinhas, em Balneário Camboriú, será tema de uma reunião na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta terça-feira (10). O leilão, realizado em 1º de novembro pela Caixa Econômica Federal, arrematou a área por R$ 31,5 milhões, sendo adquirida pela empresa Biopark Gestão Sustentável.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, liderada pelo deputado Marcos José de Abreu (PSOL), irá discutir o impacto da venda da área, que integra a APA Costa Brava e possui restrições ambientais rigorosas. Estarão presentes representantes do Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental (IDEIA), da Associação de Moradores de Taquaras e o vereador Eduardo Zanatta (PT). Um representante da Caixa também foi convidado para esclarecer pontos do leilão.
A Biopark, empresa arrematante, informou que o objetivo da aquisição é transformar a área em um parque ambiental com visitação controlada. Marcos Gracher, responsável pela companhia, destacou que o projeto se inspira no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, combinando preservação ambiental com atividades turísticas educativas. O compromisso de manter a preservação foi reforçado pela empresa, que garantiu que o local seguirá protegido sob as normas da APA.
O leilão foi motivado por dívidas da construtora anterior, e esta foi a segunda tentativa de venda da área. Em 2019, o terreno foi ofertado por R$ 231 milhões, mas o processo foi cancelado antes de sua concretização. Agora, com a venda concluída, o futuro da última praia intocada de Balneário Camboriú está no centro de debates envolvendo preservação ambiental e interesses econômicos









