
Evento religioso fortalece tradição e renova expectativas para a safra deste ano
A tradição, a fé e o trabalho no mar se encontram mais uma vez em Porto Belo com a realização da Missa de Abertura da Pesca da Tainha 2026.
O evento será realizado no dia 8 de maio, às 9h, no tradicional Rancho do Sandro, no bairro Balneário Perequê, reunindo pescadores, famílias e a comunidade em um momento de espiritualidade e união.
Organizada pela Prefeitura de Porto Belo, por meio da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria de Pesca e Aquicultura, a celebração marca simbolicamente o início de uma das atividades mais importantes do litoral catarinense.
Mais do que um ato religioso, a missa representa um pedido coletivo por proteção, fartura e segurança durante toda a temporada de pesca.

A pesca da tainha carrega um valor cultural profundo, sendo passada de geração em geração entre famílias de pescadores artesanais. É também um período que movimenta a economia local e fortalece a identidade das comunidades litorâneas.
Para 2026, a expectativa é de uma temporada mais positiva em comparação ao ano anterior, quando os resultados ficaram abaixo do esperado.
Um dos fatores que renovam o otimismo é o aumento nas cotas de captura, autorizado pelo Governo Federal.
De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente, houve um acréscimo de cerca de 20% nas cotas para este ano.
A pesca artesanal, especialmente o tradicional arrasto de praia, já está liberada desde o dia 1º de maio.
Essa modalidade é uma das mais simbólicas, reunindo pescadores em um trabalho coletivo que exige técnica, experiência e cooperação.
A celebração religiosa reforça esse espírito comunitário, reunindo diferentes gerações em torno de uma mesma tradição. Além disso, o evento também atrai visitantes interessados em conhecer de perto a cultura pesqueira da região.
A missa, realizada à beira-mar, simboliza a conexão entre o homem, a natureza e a fé.
Para os pescadores, é um momento de renovação das esperanças e fortalecimento dos laços comunitários.
A expectativa é de que a safra deste ano traga bons resultados e mantenha viva uma das tradições mais marcantes de Santa Catarina.









