Caso em Chapecó é tratado como acidente doméstico e será investigado como homicídio culposo - Foto: Freepik

Caso ocorrido em Chapecó será investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar

Uma tragédia familiar registrada no Oeste de Santa Catarina reacendeu o alerta para os riscos de acidentes domésticos envolvendo crianças. Um bebê de apenas 1 ano e 4 meses morreu após ser atropelado pelo próprio pai enquanto ele realizava uma manobra na garagem da residência, no bairro Eldorado, em Chapecó. O caso ocorreu no último domingo (3) e é tratado pelas autoridades como um acidente sem intenção.

De acordo com informações apuradas pela Polícia Militar, o pai manobrava o veículo para guardá-lo quando sentiu um leve solavanco. Inicialmente, ele acreditou ter passado por um desnível no terreno, sem imaginar que o filho estava próximo ao carro. Pouco depois, ao perceber a gravidade da situação, os pais socorreram imediatamente a criança e a levaram ao hospital, mas o menino não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência mobilizou diferentes forças de segurança. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram tanto na residência quanto na unidade hospitalar para realizar os primeiros levantamentos e iniciar a apuração detalhada do caso. A investigação busca esclarecer as circunstâncias exatas do acidente e compreender a dinâmica dos fatos.

Conforme a Polícia Civil, o caso será tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de provocar a morte. Um inquérito policial será instaurado, com prazo inicial de 30 dias, período em que serão colhidos depoimentos e analisados laudos periciais que possam contribuir para o esclarecimento completo do ocorrido.

Apesar da classificação jurídica, o episódio evidencia o impacto emocional profundo sobre a família, que vive um momento de dor e consternação. Situações como essa reforçam a importância de cuidados redobrados em ambientes domésticos, especialmente em áreas de circulação de veículos, onde crianças podem não ser facilmente percebidas.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Chapecó.