Além disso, pastor Anderson mantinha relacionamento amoroso com uma das filhas em meio a festas em casa de swing

A cada dia o caso envolvendo a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e o assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, ganha contornos mais surreais. O mais recente se baseia no depoimento de uma testemunha que afirmou que a deputada chegou a oferecer sexualmente uma das filhas afetivas do casal a pastores estrangeiros, que visitavam o Rio de Janeiro. A informação foi divulgada primeiramente pelo “Fantástico”, da “TV Globo.

“(A testemunha) lembra que em determinada época (os familiares) receberam a visita de pastores pentecostais estrangeiros. O declarante lembra que, como forma de recepção para os tais pastores, (uma das filhas) foi oferecida sexualmente para os mesmos. Flordelis foi quem fez a oferta”, diz trecho do documento.

Além da oferta, outras testemunhas citam que o pastor Anderson, que teria sido morto a mando da mulher, mantinha um relacionamento com uma das filhas afetivas, além, de junto de Flordelis, ser frequentador assíduo de casas de swing. Segundo a denúncia, há uma “completa dissociação entre a imagem construída e as práticas do grupo familiar”.

“A testemunha se recorda que (o pastor) Anderson com a permissão de Flordelis, se relacionava sexualmente” com uma das filhas afetivas, que “não gostava dessa situação, mas obedecia” a mãe.

Morte

As investigações concluídas pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro apontaram Flordelis como a mandante do assassinato do marido. A motivação é relacionada a questões financeiras, já que o pastor Anderson era quem controlava o donheiro obtido por meio do Ministério Flordelis, hoje chamado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Nessa segunda-feira (31), oito pessoas foram presas pelo envolvimento no crime, durante a Operação Lucas 12. Deputada federal eleita pelo Rio, Flordelis não pôde ser presa por dispor de imunidade parlamentar, já que neste caso a detenção só ocorre em flagrantes de crimes inafiançáveis. As prisões foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Niterói, que aceitou a denúncia do MP e tornou Flordelis ré.

As investigações apontaram que além do assassinato a tiros do marido, Flordelis já vinha tentando matá-lo desde 2018, ministrando doses do veneno arsênico na comida dele.

Por OTEMPO