Modalidade atinge 95 % do limite, enquanto arrasto de praia opera com menos da metade da cota
A temporada da pesca da tainha com emalhe anilhado foi encerrada oficialmente em Santa Catarina nesta quarta-feira (25), após o alcance de 95,22% da cota permitida para 2025. Ao todo, foram capturadas 923,6 toneladas, de um total autorizado de 970 toneladas. A medida foi determinada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para evitar o risco de ultrapassagem, conforme a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 26, publicada em fevereiro.
Principais números e informações:
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Cota atingida:
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923,6 toneladas pescadas
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Total autorizado: 970 toneladas
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Percentual atingido: 95,22%
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Protocolo de encerramento ativado após 90% da cota ser alcançada, conforme regra vigente.
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Total de embarcações licenciadas: 121
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Cada uma com limite individual de captura de 15 toneladas
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Todas receberam prazo de 24 horas para o último desembarque
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Dias de maior captura:
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4 de junho: 79 toneladas
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12 de junho: 77 toneladas
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8 de junho: 63 toneladas
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Período permitido da pesca com emalhe anilhado:
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De 15 de maio a 31 de julho
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Encerrado antecipadamente devido à proximidade do teto
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Modalidade de arrasto de praia permanece ativa:
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Cota total: 1.100 toneladas
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Captura até o momento: 427,7 toneladas
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Percentual utilizado: 38,8%
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Destaque para o lanço expressivo de 24 de junho, registrado na Enseada da Pinheira, em Palhoça
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Cota total permitida para a safra de 2025:
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6.795 toneladas, distribuídas assim:
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600 t – cerco/traineira (Sudeste e Sul)
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1.725 t – emalhe costeiro (Sudeste e Sul)
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2.300 t – estuário da Lagoa dos Patos (RS)
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970 t – emalhe anilhado (SC)
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1.100 t – arrasto de praia (SC)
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Essa medida reforça o compromisso com a sustentabilidade pesqueira, garantindo o equilíbrio entre a produtividade e a preservação das espécies. No entanto, a limitação imposta pelo Governo Federal tem gerado críticas por parte do Governo de Santa Catarina e dos pescadores artesanais, que alegam que a cota para o emalhe anilhado foi insuficiente diante do potencial da atividade e da tradição local. Para muitos deles, o teto estabelecido desconsidera a realidade produtiva das comunidades pesqueiras catarinenses, que dependem diretamente da tainha como fonte de renda e sustento. O tema ainda deve ser debatido em esferas técnicas e políticas, especialmente diante dos impactos socioeconômicos para o setor.










