
Daiane Simão da Costa, de 35 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro mesmo com medida protetiva vigente; agressor se matou após o crime
Daiane Simão da Costa, mãe de quatro filhos, foi vítima de feminicídio na manhã de sábado, em um crime que chocou Santa Catarina e levantou questionamentos sobre proteção às mulheres
Na manhã de sábado (17), o município de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi palco de um crime brutal que abalou a comunidade local e voltou a colocar em xeque a efetividade das medidas de proteção às mulheres. Daiane Simão da Costa, de 35 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em frente ao batalhão da Polícia Militar da cidade.
Segundo informações oficiais, Daiane dirigia seu carro em direção à base policial quando percebeu que o homem a seguia de motocicleta. A vítima tentou buscar abrigo junto às autoridades, na esperança de escapar da abordagem do agressor, que já havia saído do sistema prisional apenas quatro dias antes e tinha histórico de violência contra ela.
Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o ex-companheiro disparou contra Daiane, atingindo-a fatalmente no rosto. Em seguida, ele atirou contra si mesmo. Socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao pronto atendimento, também não resistiu aos ferimentos.
A arma de fogo usada no crime — uma pistola calibre 9 milímetros — foi apreendida pela Polícia Civil, assim como um celular que será analisado durante as investigações.
Mãe dedicada de quatro filhos, Daiane trabalhava como funcionária terceirizada da Prefeitura de Balneário Piçarras na equipe de limpeza do Pronto Atendimento. Colegas, amigos e familiares lamentaram profundamente sua morte. “Minha irmã só queria paz, viver com os quatro filhos e seguir a vida”, desabafou sua irmã nas redes sociais.
Em nota oficial, a prefeitura externou pesar e reconhecimento pela dedicação da vítima em seu trabalho. A administração municipal também afirmou que as secretarias de Assistência Social e Saúde estão prestando apoio à família, incluindo auxílio funeral e acompanhamento psicológico.
A comunidade organizou uma campanha de arrecadação de recursos para ajudar a família com as despesas do velório e do sepultamento. O corpo de Daiane foi velado no sábado, na capela de Balneário Piçarras, e sepultado no domingo (18).
Organizações de defesa dos direitos das mulheres lamentaram o caso e exigem respostas concretas das autoridades, ressaltando que a tragédia evidencia lacunas na proteção a vítimas de violência doméstica e feminicídio.









