
Jeferson Sagaz e Ana Carolina Silva foram vistos comemorando o aniversário da filha poucas horas antes do trágico desfecho; polícia investiga o caso
Na madrugada da segunda-feira (11), Jeferson Luiz Sagaz e Ana Carolina Silva, ambos com 37 anos, foram encontrados mortos em uma banheira de motel em São José, na Grande Florianópolis. A descoberta ocorreu por volta das 22h15, quando policiais foram acionados após o casal não buscar sua filha, de quatro anos, e funcionários desconfiaram da ausência prolongada.
Horas antes, no domingo (10), eles comemoraram o aniversário da filha em um food park local. Em seguida, deixaram a criança com familiares e foram a um bar, onde foram vistos pela última vez por volta das 23h30. No dia seguinte, não retornaram — o que levou ao alerta de desaparecimento.
Jeferson era policial militar, lotado na Academia de Polícia Militar da Trindade (APMT), em Florianópolis, e Ana Carolina era empresária, dona de uma esmalteria que mantinha há cerca de nove anos em São José. Estavam juntos há quase 20 anos, segundo familiares.
Apesar de não haver sinais visíveis de violência, o laudo preliminar da perícia aponta choque elétrico como possível causa da morte — hipótese que surpreende por envolver elemento incomum em casos como este. Ainda não há detalhes sobre as circunstâncias que levaram à descarga elétrica, e exames laboratoriais estão em andamento para confirmar essa linha.
Conforme o delegado Felipe Simão, o armamento de Jeferson não foi encontrado no local. O inquérito, ainda em curso, investiga três principais possibilidades: homicídio, suicídio ou acidente. Câmeras do motel e o carro do casal foram periciados, e depoimentos colhidos, mas os resultados seguem pendentes.
A tragédia abalou profundamente a família de Ana Carolina, que morreu na segunda-feira (11). O velório foi realizado na terça-feira (12), reunindo familiares, amigos e colegas que prestaram suas últimas homenagens.
O irmão da empresária reforçou a ligação afetiva do casal e recordou o domingo de festa com a filha. “Eles estavam felizes, nunca imaginei que isso fosse acontecer”, relatou. A comunidade local aguarda esclarecimentos à medida que o exame complementar e a investigação avançam.









