Suspeito confessou crime após vítima tentar encerrar relacionamento; feminicídio é investigado em SC
Nesta terça-feira (29), a empresária Rosemary Martins, de 59 anos, foi encontrada morta em sua casa na Rua Sérgio Antônio Leandro, no Centro de Penha. O corpo foi achado no sofá da sala, com marcas de facadas no pescoço e sinais claros de violência doméstica. A vítima vivia com o companheiro há cerca de dois anos, segundo testemunhas, e havia deixado Itapema para se mudar para Penha recentemente.
O principal suspeito é Reni Dirceu Ribeiro, de 56 anos, que foi preso ainda na noite do dia 29 em São José após confissão do crime. Ele já tinha histórico de agressões e ameaças com faca contra ex-companheiras, conforme relato da Polícia Civil. A vítima teria decidido terminar o relacionamento após descobrir traições.
De acordo com o delegado responsável, a prisão preventiva foi representada de imediato e o inquérito deve ser concluído em até uma semana. Reni deverá responder por feminicídio, crime que pode resultar em pena de 20 a 40 anos.
A Polícia Militar isolou a residência e a Polícia Civil deu início às investigações. A casa apresentava manchas de sangue e sinais de luta, conforme a perícia. Um vizinho relatou que não havia mais sinais visíveis após o crime, indicando isolamento do autor.
O caso gerou forte comoção e acendeu debate sobre medidas de proteção para mulheres vítimas de violência. Familiares da vítima revelaram que Rosemary buscava apoio para deixar a relação, mas não havia denunciado formalmente.
Especialistas reforçam a importância das medidas protetivas e da atuação preventiva das redes de apoio à mulher. A tragédia evidencia que sinais prévios de violência nunca devem ser ignorados.
Fonte: ND+










