Céu nublado e temperaturas em queda marcam o início do verão influenciado pela La Niña – Foto: Reprodução/iStock

Fenômeno confirmado para 2025/26 indica padrões atípicos de tempo no Brasil, mesmo com o verão à vista

Com a chegada do verão marcada para 21 de dezembro, às 12h03 (horário de Brasília), os meteorologistas atentam para um início atípico da estação: a presença da La Niña pode provocar temperaturas mais baixas e chuvas acima da média em várias regiões do país.

O fenômeno, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico tropical, foi oficialmente confirmado para 2025 e deve se manter até pelo menos fevereiro de 2026. Apesar da expectativa por calor, os meses iniciais podem trazer um perfil instável: céu nublado, precipitações persistentes e geadas tardias em regiões do Sul e Sudeste. A previsão indica que Norte e Nordeste podem registrar chuvas mais frequentes, enquanto o Sul enfrenta seca ou volume menor de precipitações. No entanto, as temperaturas mais amenas não impedem que o ápice da estação — entre final de janeiro e fevereiro — apresente ondas intensas de calor.

Esse duplo cenário exige atenção redobrada de gestores públicos, especialmente nas áreas da agricultura, abastecimento de água e turismo. Em resumo, o verão que se aproxima será de contrastes: com frio em vez de sol pleno no início, chuvas fora de época e, depois, calor reforçado. A comunidade científica reforça que, mesmo sendo considerado “fraco”, o episódio de La Niña tem impacto real e exige preparo. Para os brasileiros, o recado é claro: aproveite o verão, mas conte com chuva e temperatura variáveis — a estação pode reservar surpresas.