Suspeito de 42 anos estaria embriagado e em surto psicótico. O homem tem 24 boletins de antecedentes criminais

Funcionários, pais e alunos de uma creche no município de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, foram surpreendidos por um homem que teria ameaçado invadir a unidade no início da tarde desta quarta-feira (17). O caso aconteceu no bairro Pinheirinho, por volta do meio-dia.

O suspeito de 42 anos chegou ao local em um GM/Celta, que ficou estacionado ao lado da unidade de ensino na rua Marechal Cândido Rondon. Sem camisa e bastante alterado, segundo testemunhas, o homem fez ameaças de entrar no CEIM (Centro Educacional Infantil Municipal) e “matar os filhos dele.”

Assustados com a movimentação, alguns pais e funcionários do Centro Educacional acionaram a PM (Polícia Militar). Conforme o Boletim de Ocorrência, o homem foi abordado e buscas foram feitas no carro e no suspeito, mas nada de ilícito foi identificado. “Foi constatado visível estado de embriaguez e possível transtorno psicológico no homem”. A ocorrência foi registrada às 13h15.

O mecânico Alexandre Roberto Panegali, de 42 anos, estacionou a sua caminhonete próxima do carro do suspeito para deixar a filha de 6 anos na creche e presenciou as ameaças, por volta das 12h45.  “Me assustei, peguei a minha filha e subi a rua. Falei com a diretora para chamar a polícia e ela disse que já havia chamado ao meio-dia quando viu que homem estava rondado a escola”,

O Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados pela Polícia Militar, mas não tinham ambulâncias disponíveis para atendimento no momento. Os policiais, então, conduziram o homem à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) onde foi medicado e ficou em observação médica. O veículo foi fechado e deixado no local.

A polícia não confirmou se o homem tem filhos e se eles estavam na creche, bem como se havia a intenção de invadir o local. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito tem 24 boletins de antecedentes criminais, os principais por ameaça, posse de drogas, violência doméstica e injúria.

Os pais dos alunos se revoltaram com a demora do atendimento da Polícia Militar. “A gestora da escola nos avisou que estava chamando a polícia desde o meio-dia.

O B.O. (Boletim de Ocorrência) diz que a ocorrência foi atendida às 13h15. O Major Antônio Rafael da Silva, da Polícia Militar, explicou que a primeira ligação não informava a gravidade da ocorrência, por isso, ficou na fila de espera para atendimento. Um segundo chamado teria detalhado as ameaças.

Por: ND+