SÃO PAULO – O policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso, na manhã desta quinta-feira (18), em Atibaia (SP), em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro.

Queiroz deverá passar pelo Instituto Médico Legal e pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas antes de ser levado para o Rio.

O mandado de prisão foi expedido em desdobramento das investigações sobre um suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) à época em que Flávio era deputado estadual. A prática consiste na coação de funcionários do gabinete a doarem parte dos salários ao político.

Queiroz é policial militar aposentado e foi assessor e motorista de Flávio. Ele movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 em sua conta de maneira considerada “atípica”, de acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Além dos recursos, chamou atenção o fato de as operações terem se dado na forma de depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas ao pagamento de servidores da Alerj.

Na época, Queiroz recebia um salário de R$ 23 mil no gabinete do então deputado estadual. O documento integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro de 2018.

No âmbito das investigações, Queiroz afirmou que recebia parte dos salários de colegas de gabinete para remunerar assessores informais de Flávio, sem conhecimento do parlamentar. O ex-assessor também chegou a dizer, desta vez em entrevista ao SBT, que a movimentação financeira era fruto da compra e venda de veículos usados.