Cuidar dos animais também é planejar o futuro. Itapema passou a contar com a DIBEA, estrutura voltada ao planejamento e à articulação das políticas públicas de proteção animal. - Foto: Divulgação

Nova estrutura atua em parceria com o DABA e amplia articulação com protetores, entidades e órgãos públicos

Itapema passou a contar, em 2026, com uma estrutura específica para organizar e ampliar as políticas públicas de proteção e bem-estar animal. Vinculada à FAACI, a Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBEA) tem entre suas funções planejar ações, estabelecer prioridades e articular iniciativas voltadas à causa animal.

A proposta é dar uma dimensão mais ampla ao trabalho público, indo além do atendimento individual e criando estratégias permanentes para prevenção de maus-tratos, controle populacional, identificação e educação para a guarda responsável.

DIBEA e DABA têm funções diferentes

A nova estrutura trabalha de forma integrada ao DABA, responsável pela execução dos serviços de atendimento veterinário e acolhimento. Enquanto o DABA concentra o cuidado direto com os animais, a DIBEA atua no planejamento, acompanhamento e articulação das políticas públicas.

A diretora de Bem-Estar Animal, Hilene Corso, compara os dois serviços a um hospital e sua área de gestão: o atendimento acontece no DABA, enquanto a Diretoria pensa nas ações que precisam ser desenvolvidas em toda a cidade.

Prevenção ganha espaço

Entre as frentes de atuação estão campanhas educativas, posse responsável, castração, microchipagem e ações de conscientização. A Diretoria também mantém diálogo com protetores independentes, organizações sociais, clínicas veterinárias e diferentes órgãos públicos.

Em 2026, por exemplo, uma ação conjunta levou vacinação, microchipagem e avaliação veterinária a mais de 50 animais mantidos por um protetor independente, mostrando como a atuação em rede pode chegar diretamente a quem cuida de animais resgatados.

Controle populacional e informação

Outra frente importante é a produção de dados sobre a população de cães e gatos. Levantamentos e futuros censos podem ajudar o município a identificar demandas, definir prioridades e direcionar recursos para programas mais eficientes.

A política de controle populacional também ganhou novos instrumentos em 2026. Leis municipais sancionadas em junho ampliaram o acesso à castração e estabeleceram medidas relacionadas à esterilização de cães e gatos semidomiciliados.

Trabalho integrado

Nos casos de suspeita de maus-tratos, a Diretoria pode encaminhar as ocorrências para a fiscalização da FAACI, responsável pelas providências administrativas cabíveis. A atuação também pode envolver Vigilância Sanitária, forças de segurança, conselhos profissionais e outras instituições.

Com a DIBEA, Itapema passa a separar com mais clareza duas frentes complementares: o atendimento direto aos animais e a formulação de políticas para enfrentar as causas dos problemas.

A mudança representa uma tentativa de transformar a proteção animal em uma política contínua, baseada em prevenção, informação, controle populacional e participação da sociedade.