
Monitoramento da Univali acompanha encalhes entre Barra Velha e Governador Celso Ramos; espécie está criticamente em perigo de extinção
O litoral catarinense registrou 44 ocorrências de toninhas desde o início de 2026.
Deste total, 43 animais foram encontrados mortos e apenas um foi localizado com vida.
Os dados são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Univali – Unidade Penha.
A área monitorada compreende o trecho entre Barra Velha e Governador Celso Ramos.
As ocorrências foram registradas em sete municípios do litoral catarinense.
Penha concentra o maior número, com 14 registros, seguida por Barra Velha e Navegantes, com 11 cada.

Balneário Piçarras contabilizou cinco casos, enquanto Balneário Camboriú, Bombinhas e Itajaí tiveram uma ocorrência cada.
Entre os registros mais recentes estão duas fêmeas adultas encontradas mortas em Barra Velha.
As duas estavam gestantes e apresentavam bom estado corporal, mas foram localizadas em avançado estágio de decomposição.
Em um dos animais foram observadas marcas compatíveis com possível interação com rede de pesca, além de uma fratura.
O feto também foi identificado durante os procedimentos realizados pela equipe.
As duas carcaças foram encaminhadas à unidade da Univali, em Penha, para necropsia e coleta de amostras.
O estado dos animais, porém, dificultou a identificação precisa da causa das mortes.
Entre as possibilidades consideradas estão eventos agudos, como afogamento, mas não há confirmação sobre a causa dos óbitos.
A toninha é uma das espécies de golfinhos mais ameaçadas do Brasil.
Desde 2014, ela está classificada como criticamente em perigo de extinção.
A captura acidental em redes de pesca é considerada uma das principais ameaças à espécie.
A poluição e a degradação do ambiente marinho também aumentam os riscos para esses animais.
A baixa taxa reprodutiva torna cada perda ainda mais preocupante para a conservação da espécie.
As fêmeas normalmente têm apenas um filhote a cada dois ou três anos.
O monitoramento realizado nas praias ajuda pesquisadores a acompanhar a mortalidade e identificar possíveis ameaças.









