Ex-deputado foi detido em Petrópolis (RJ) por ordem do ministro Alexandre de Moraes e será transferido para o presídio Bangu 8
O ex-deputado federal Daniel Silveira foi preso novamente na terça-feira (24) em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal (PF) cumpriu a ordem emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após Silveira descumprir as condições estabelecidas para sua liberdade condicional. A decisão, tomada apenas quatro dias após a soltura, está sob sigilo.
Condenado em 2022 a 8 anos e 9 meses de prisão por incitar atos antidemocráticos e ameaçar ministros do STF, Silveira teve a pena suspensa em 2023, mas deveria cumprir uma série de restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acessar redes sociais e de se comunicar com investigados de outros casos relacionados a atos golpistas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pelo g1, Silveira violou as medidas judiciais, o que levou à sua nova detenção.
O ex-deputado foi levado à sede da PF e será transferido para o presídio Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro.
Relembre o caso
Daniel Silveira foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2021, após publicar um vídeo defendendo o AI-5, símbolo da repressão durante a ditadura militar, e ameaçar ministros do STF. Ele tornou-se réu no inquérito que investigava atos antidemocráticos, sendo condenado no ano seguinte. A pena incluiu a perda do mandato, a suspensão dos direitos políticos e multa de R$ 212 mil.
Mesmo durante o processo, o ex-deputado continuou a desrespeitar ordens judiciais, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de participação em eventos ou contato com outros investigados. Com essa reincidência, o STF reforça sua atuação contra atos que atentem contra a democracia e as instituições.










