Advogada de 29 anos foi morta dentro de casa; caso é investigado como feminicídio e gerou comoção na região - Foto: Redes Sociais

Sara Bianca, de 29 anos, foi assassinada com tiro na cabeça; marido confessou e está preso

A morte da advogada Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos, abalou a cidade de São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, e gerou forte comoção em toda a região. A jovem foi assassinada dentro da própria casa na manhã de quarta-feira (18), vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça.

O principal suspeito do crime é o marido, um advogado de 37 anos, que se apresentou espontaneamente à Polícia Civil logo após o ocorrido e confessou o assassinato. Ele foi preso em flagrante, tendo a detenção convertida em prisão preventiva após audiência de custódia.

Segundo as investigações, o crime ocorreu na suíte do casal, mais especificamente no banheiro do quarto, onde a vítima foi encontrada já sem vida.

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Sara Bianca deixa uma filha de 4 anos; caso segue sob investigação – Foto: Redes Sociais

No local, a perícia identificou vestígios de sangue, um cartucho deflagrado e indícios de uso de arma de fogo de grosso calibre, possivelmente uma espingarda.

Durante buscas na residência, os policiais localizaram um verdadeiro arsenal, incluindo revólveres, uma espingarda e munições, além de celulares que serão analisados para auxiliar na investigação.

De acordo com a Polícia Civil, momentos antes do crime o casal teria discutido. A vítima teria manifestado a intenção de se separar e deixar a cidade, levando consigo a filha de 4 anos.

O relacionamento, que durava cerca de sete anos, apresentava sinais de instabilidade, embora não houvesse registros oficiais de ocorrências anteriores.

No momento do disparo, a criança e a avó paterna estavam na casa, mas não presenciaram a cena. A testemunha relatou ter ouvido o tiro e, ao questionar o suspeito, recebeu a resposta de que “estava tudo bem”.

Após o crime, o homem teria retirado a filha da residência e, em seguida, procurado a delegacia para se entregar.

Sara era descrita por amigos como uma mulher dedicada, trabalhadora e de perfil reservado. Ela atuava como gerente de uma loja de roupas e havia se casado recentemente no civil.

Nas redes sociais, compartilhava momentos em família e declarações de carinho ao marido, o que intensificou o impacto emocional do caso.

A investigação segue em andamento e o crime é tratado como feminicídio, buscando esclarecer todos os detalhes e a motivação.