
Investigação já localizou os dois veículos usados na fuga e apura possível ligação de um fuzil apreendido em São José com o crime; até o momento, autoria e motivação continuam sem confirmação oficial
O assassinato do empresário Rafael Alexandre Régis, de 36 anos, ocorrido na tarde de quarta-feira (30), no bairro Pedra Branca, em Palhoça, ganhou novos desdobramentos nas últimas horas, mas ainda deixa perguntas importantes para a investigação.
Rafael foi morto por dois homens armados quando se aproximava da própria caminhonete, na Rua dos Biguás. Segundo informações da Polícia Militar, os suspeitos aguardavam em um Volkswagen Up branco e saíram do veículo para realizar os disparos. A ação aconteceu diante da esposa e da filha da vítima e foi registrada por câmeras de segurança.
Fuga teve troca de veículos
As imagens e o trabalho de monitoramento permitiram acompanhar parte da fuga. Conforme a PM, os criminosos deixaram o local no Up branco e, posteriormente, trocaram de automóvel. O segundo veículo, um Citroën C3, também foi abandonado, no bairro Jardim Solemar, em São José. O primeiro carro foi localizado no Sertão do Maruim.
Até o momento, os dois homens que aparecem nas imagens não foram presos pelo homicídio. A Polícia Civil conduz a investigação para identificar os autores e esclarecer como o crime foi planejado.
Fuzil apreendido entrou no radar da investigação

Um dos principais elementos novos surgiu na quinta-feira (1º), durante uma operação do Batalhão de Polícia Militar de Choque, em São José. Na ocorrência, um homem foi preso e os policiais apreenderam um fuzil, uma pistola, munições, rádios comunicadores, celulares e cerca de 1,1 tonelada de maconha, além de skunk.
A Polícia Civil passou a verificar se o fuzil encontrado nessa ocorrência pode ter sido utilizado na execução de Rafael. Essa possibilidade está sendo investigada, mas não havia, até a atualização mais recente consultada, confirmação oficial de que a arma seja a mesma utilizada no homicídio.
Investigação ainda busca descobrir a motivação
Outro ponto que permanece em aberto é o motivo do assassinato. A dinâmica do ataque, com os suspeitos aparentemente aguardando a chegada da vítima e agindo logo depois que ela colocou a filha no veículo, levou reportagens a descreverem o caso como uma emboscada. Essa classificação, porém, descreve a dinâmica observada e não esclarece, por si só, quem ordenou ou por que o empresário foi escolhido como alvo.
Informações sobre possíveis relações da vítima com atividades criminosas também começaram a circular em alguns portais, mas não há confirmação oficial apresentada pela Polícia Civil, até o momento, que estabeleça essa como a motivação do homicídio. Por isso, a hipótese permanece no campo da apuração e não pode ser tratada como fato.
Perícia e homenagens
Após o crime, a Polícia Científica realizou os levantamentos no local, com coleta de vestígios, medições e procedimentos periciais que serão incorporados à investigação.
Rafael também recebeu homenagens do CTG Os Praianos, em São José, entidade da qual participava e onde era conhecido pelo envolvimento com a tradição gaúcha e as provas de laço. O empresário foi cremado na tarde de quinta-feira (1º).
O que ainda falta esclarecer
Até agora, permanecem sem resposta oficial perguntas centrais do caso: quem são os dois executores, quem teria planejado o ataque, qual foi a motivação e se o fuzil apreendido em São José realmente foi utilizado na morte de Rafael.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios de Palhoça, enquanto as informações reunidas pelas forças de segurança e pela perícia deverão ajudar a reconstruir a dinâmica completa do crime.
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