Motorista de aplicativo foi morta após corrida no Meio-Oeste de SC; caso gerou comoção e mobilizou forças de segurança – Foto: Reprodução

Vítima foi morta após transferir dinheiro ao suspeito; homem foi preso após investigação

A morte da motorista de aplicativo Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, deixou a comunidade do Meio-Oeste catarinense em choque e evidenciou os riscos enfrentados por profissionais do transporte diário. O crime ocorreu na última terça-feira (24), durante uma corrida entre Videira e Fraiburgo.

Antes de ser assassinada, Silvana conseguiu entrar em contato com o marido em um momento de desespero. Durante a ligação, ela pediu uma transferência em dinheiro, indicando que estava sendo ameaçada pelo passageiro.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o suspeito exigiu valores da vítima e, mesmo após receber duas transferências via PIX — que somaram mais de R$ 5 mil —, efetuou disparos de arma de fogo.

Após o crime, o homem tentou ocultar evidências. O corpo foi abandonado em uma área de mata em Fraiburgo, enquanto o celular foi descartado às margens de uma rodovia. O veículo da vítima foi deixado no bairro De Carli, em Videira.

A elucidação do caso ocorreu a partir do rastreamento das movimentações bancárias. A conta utilizada para receber o dinheiro levou os investigadores até São Leopoldo (RS), permitindo identificar o deslocamento do suspeito.

Ele foi localizado em Joaçaba enquanto tentava fugir e acabou preso. Durante o interrogatório, confessou o assassinato e indicou onde havia escondido o corpo.

Segundo a polícia, o homem tem 32 anos, possui antecedentes criminais e estava em regime aberto no momento do crime.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após audiência de custódia, com base na gravidade do caso e no risco à ordem pública.

O caso também mobilizou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que acompanhou os desdobramentos da investigação.

A morte de Silvana provocou forte comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão. Descrita como alegre e espontânea, ela era dedicada à família e apaixonada pelo trabalho.

A empresa para a qual prestava serviço destacou sua personalidade carismática e o vínculo criado com clientes e colegas ao longo do tempo.

O sepultamento ocorreu em Videira, reunindo familiares e amigos em um momento marcado por dor, indignação e homenagens.

O crime reforça o debate sobre a segurança de motoristas de aplicativo, que frequentemente enfrentam situações de vulnerabilidade durante o trabalho.