Com aumento para R$ 1.518, novo piso salarial traz reflexos no INSS, PIS/Pasep, seguro-desemprego e outros serviços; confira detalhes e novos valores
Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025, um aumento de 7,5% em relação aos R$ 1.412 anteriores, diversos benefícios e serviços vinculados ao piso nacional sofreram alterações. A mudança, válida desde 1º de janeiro, afeta áreas como abono salarial, benefícios previdenciários, seguro-desemprego e contribuições de microempreendedores individuais (MEIs).
O abono salarial PIS/Pasep agora varia entre R$ 126,50 e R$ 1.518, conforme os meses trabalhados. O cronograma de pagamentos inicia em 17 de fevereiro para nascidos em janeiro, estendendo-se até 15 de agosto para os últimos aniversariantes. Serão destinados R$ 30,7 bilhões para beneficiar 25,8 milhões de trabalhadores.
Os benefícios do INSS também foram reajustados. O piso previdenciário, equivalente ao salário mínimo, abrange aposentadorias, auxílio-doença e pensão por morte. Dos 40,6 milhões de benefícios pagos mensalmente, cerca de 28,2 milhões seguem o piso. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, exige cadastramento biométrico e atualização periódica de dados.
No seguro-desemprego, nenhuma parcela pode ser inferior ao novo piso. Para trabalhadores intermitentes, o salário-hora foi ajustado para R$ 6,90, enquanto o valor diário passou a ser R$ 55,20. No Cadastro Único, a renda per capita para inscrição aumentou para até R$ 759, ampliando o teto familiar para R$ 4.554.
MEIs também foram impactados. A contribuição mensal para o INSS subiu para R$ 75,90, com acréscimos de R$ 1 para comércio e indústria e R$ 5 para serviços. Em ações judiciais, os limites para processos sem advogado foram reajustados para R$ 91.080 no Juizado Federal e R$ 30.360 no Juizado Cível.
Essas mudanças visam adequar benefícios e contribuições ao novo piso, com reflexos diretos no orçamento de milhões de brasileiros.










