Moradores deixaram imóveis por precaução após novo abalo sísmico registrado na região de Caracas e La Guaira, cinco dias depois dos terremotos que atingiram o país. Foto: AFP/Divulgação

Tremor ocorreu cinco dias depois dos terremotos que destruíram bairros inteiros e deixaram milhares de vítimas e desabrigados

A Venezuela voltou a viver momentos de apreensão na manhã desta segunda-feira (29), quando um novo tremor de terra foi registrado poucos dias após a sequência de terremotos que provocou uma das maiores tragédias naturais da história recente do país. O abalo, de magnitude 4,6, teve epicentro próximo à cidade de Caraballeda, no estado de La Guaira, e foi sentido por moradores da capital Caracas e de diversas localidades da região costeira.

Embora não tenham sido registrados novos danos significativos, o tremor levou milhares de pessoas a deixarem suas casas e edifícios por precaução. O medo permanece entre os moradores, principalmente nas áreas mais atingidas pelos terremotos da última semana, onde equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes.

Segundo dados oficiais divulgados pelo governo venezuelano, mais de 1.450 pessoas morreram e outras milhares ficaram feridas. Além disso, centenas de edificações desabaram ou sofreram danos estruturais, enquanto milhares de famílias seguem desalojadas. Organizações internacionais alertam que o número de vítimas pode aumentar à medida que as buscas avançam.

Especialistas explicam que tremores secundários são comuns após terremotos de grande magnitude, podendo ocorrer durante dias ou até semanas. Apesar disso, cada novo abalo reacende o temor da população, que enfrenta uma difícil recuperação em meio aos prejuízos materiais e ao impacto emocional provocado pelo desastre.