A PRF reforça a fiscalização nas rodovias federais para garantir mais segurança a todos os motoristas. - Foto: Divulgação PRF

Durante fiscalização na BR-401, a Polícia Rodoviária Federal interceptou 10 kg de ouro e prendeu o transportador; ação faz parte da ofensiva contra o garimpo em terras indígenas

Na manhã de quarta-feira, 22 de outubro, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) efetuou uma nova apreensão de ouro ilegal na rodovia BR-401, em Boa Vista (RR). Foram encontrados aproximadamente 10 quilogramas do metal precioso, avaliados em mais de R$ 7 milhões, no interior de uma caminhonete que chegou a partir de Manaus (AM). O condutor, flagrado em divergências sobre a origem da carga e com o ouro oculto em compartimento falso do veículo, acabou preso.

A ação integra uma ofensiva coordenada pela Casa de Governo de Roraima para desarticular a logística que dá suporte ao garimpo ilegal nas imediações da Terra Indígena Yanomami. Em relatório divulgado pelo governo federal, é destacado que essa interceptação ocorre poucos dias depois de outra apreensão de R$ 25 milhões em ouro na região, o que reforça a gravidade e o alcance do esquema. O modus operandi identifica uma rota que parte do Amazonas com destino à capital roraimense, utilizada para o transporte de minérios extraídos sem autorização em áreas protegidas. Durante a operação, não apenas o metal foi apreendido, mas também estruturas de apoio ao garimpo como balsas, lanchas, motores e combustível vêm sendo destruídas ou retiradas de circulação.

A PRF informa que, em menos de 15 dias, já somou mais de 60 quilogramas de ouro interceptados em Roraima, algumas cargas avaliadas em mais de R$ 100 milhões. O diretor da Casa de Governo no estado afirma que o trabalho exige articulação permanente das forças federais e regionais. Apesar dos resultados expressivos, a atividade ilegal persiste no Norte do país, sustentada por redes criminosas bem articuladas.

A apreensão desta semana serve como alerta para a sociedade e para os poderes públicos de que o combate ao garimpo ilegal exige continuidade, inteligência e visibilidade. A logística, a rota e os beneficiários ainda permanecem sob investigação, e a expectativa é de que novas fases da operação tragam à tona relações de maior escala e profundidade.