Graziela Antunes, de 31 anos, foi morta durante ataque. - Foto: Redes sociais /Divulgação

Criança atingida por tiros segue na UTI; a mãe morreu durante o ataque em Tubarão.

Um adolescente de 16 anos, suspeito de motivar o ataque a tiros contra uma família em Tubarão, no Sul catarinense, foi apreendido pela Polícia Civil na segunda-feira (5). Outras quatro pessoas foram presas temporariamente.

Segundo o delegado André Crisótomo, que assumiu a investigação, o jovem tinha envolvimento com uma menina de 11 anos, e entrou em contato com traficantes para matar o padrasto dela, que havia proibido o relacionamento.

“O adolescente foi o principal causador. Ele levou ao conhecimento dos integrantes da facção [responsável pelo ataque], a possível existência de um integrante de facção rival ali na localidade [o padastro da menina]”, explica.

Durante o ataque, uma criança de 2 anos, a mãe e o pai dela, que é padrasto da menina, foram baleados. Graziela Antunes, de 31 anos, morreu no local. O homem teve ferimentos de raspão, e o filho do casal foi para a UTI, em estado grave de saúde. A menina não se feriu.

O menino, segundo o delegado, seguia na UTI, mas fora de risco de vida. “A equipe médica ainda iria avaliar possíveis traumas na coluna”, informou o delegado, nesta terça-feira (6).

O inquérito será concluído nos próximos dias, informou o delegado. Ao fim da investigação, as prisões temporárias, que têm tempo determinado para terminar, podem ser convertidas para preventiva.

Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão. O adolescente ao CASEP.

Reviravolta

Inicialmente, a Polícia Militar havia informado que o adolescente era suspeito pelo ataque. Segundo a delegada Jucinês Pereira, que ouviu o depoimento do adolescente, não havia namoro entre o adolescente e a criança. O envolvimento do jovem chegou a ser descartado, inicialmente.

Questionado, o delegado que assumiu as investigações informou que o adolescente e a menina estavam começando a ficar, e que, à época, se optou por descartar publicamente a suspeita do jovem por precaução.

“Até para possibilitar uma apuração isenta, sem qualquer tipo de possível retaliação da população. Depois, com as provas coletadas, pudemos comprovar o envolvimento dele”, diz.

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Fonte:G1SC

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