Ponte construída em 1965 desabou durante a passagem de um carro, deixou duas pessoas feridas e rompeu duas adutoras que abastecem Canelinha. - Foto: Divulgação

Estrutura construída em 1965 teve cerca de 24,5 metros destruídos; casal que estava no veículo foi levado ao hospital, enquanto município busca alternativas para água e acesso aos bairros

Canelinha amanheceu neste sábado (19) diante dos impactos provocados pelo desabamento da Ponte Valter Valério Gomes, ocorrido na manhã de sexta-feira (18). A estrutura cedeu enquanto um carro atravessava o local e o veículo caiu junto com parte da ponte sobre o Rio Tijucas.

O momento do desabamento

O acidente aconteceu por volta das 11h40. A ponte tinha 61,5 metros de extensão e aproximadamente 24,5 metros da estrutura acabaram cedendo. No carro estavam Manoel Rodrigues dos Santos, de 72 anos, e a esposa, Ideli da Silva dos Santos, de 66.

Segundo o relato de Manoel ao SCC SBT, o casal percebeu que a ponte estava cedendo e tentou sair do veículo. A porta, porém, travou após o impacto. Moradores que estavam próximos desceram até o carro e ajudaram a retirar Ideli.

Como estão as vítimas

Os dois foram encaminhados inicialmente à Fundação Hospitalar Municipal de Canelinha. O homem permaneceu em observação, sem quadro grave. Ideli sofreu fratura no úmero e precisou de avaliação médica especializada. Em atualização posterior, Manoel contou que a esposa foi transferida para um hospital em Florianópolis para realizar uma tomografia geral.

Uma ponte com mais de 60 anos

Estrutura construida em 1965 teve cerca de 245 metros destruidos
Um dia após o desabamento da ponte em Canelinha, novas informações mostram os impactos do acidente sobre as vítimas, o trânsito e o abastecimento de água. – Foto: Divulgação

Construída em 1965, a estrutura era uma das principais ligações entre o Centro e os bairros Galera e Papagaios. Segundo a Prefeitura, vinha recebendo manutenção e não apresentava problemas estruturais aparentes antes do colapso.

O que pode ter provocado a queda

A hipótese inicial apresentada pelo município aponta para possível erosão na região da cabeceira, provocada pelas recentes variações do nível do Rio Tijucas. A Prefeitura, entretanto, ressalta que a causa ainda depende de avaliação técnica.

Água e mobilidade também foram afetadas

A queda rompeu duas adutoras que passam pela ponte e transportam água para o sistema municipal. O abastecimento foi prejudicado e a população recebeu orientação para economizar água. A Prefeitura também informou que deverá utilizar caminhões-pipa como medida emergencial.

Com a ponte interditada, o deslocamento entre o Centro e Galera e Papagaios passou a ser feito pela Ponte Lucas Orsi. A área do acidente permanece isolada devido ao risco de novos desmoronamentos.

O município também comunicou impactos no funcionamento das escolas e acionou estruturas da Defesa Civil para avaliar os danos e definir as próximas medidas.