Casa d’Agronômica - Foto: Jeferson Baldo (Secom)/Divulgação

“Qual será a sua principal prioridade nos primeiros 100 dias de governo?”

A Coluna enviou a seguinte pergunta aos seis principais candidatos ao Governo de Santa Catarina, Gelson Merísio (PSB), Jorginho Mello (PL) e João Rodrigues (PSD):

“Santa Catarina enfrenta desafios em áreas como saúde, segurança, educação e infraestrutura. Se eleito, qual será a sua principal prioridade nos primeiros 100 dias de governo e de onde virão os recursos para colocá-la em prática?”

João Rodrigues 

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João Rodrigues – Foto: PSD/Divulgação

A prioridade do meu governo desde os primeiros dias será atender as 116 mil pessoas que aguardam uma cirurgia eletiva no Estado. Para isso, vamos usar os R$ 10 bilhões que a gestão atual deixou na conta rendendo juros e contratar os hospitais privados, além de mobilizar os públicos em um sistema de corujões. O plano é tirar da fila o mais breve possível quem está esperando procedimento cirúrgico há mais de 1 ano, com alguns casos chegando há 8 anos. Ao mesmo tempo, vamos estabelecer uma regra em Santa Catarina para que ninguém espere mais do que 90 dias para ser operado.

Gelson Merísio 

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Gelson Merísio – Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Os quatro temas apontados convergem com nossas prioridades de governo e com ações que consideramos emergenciais para Santa Catarina. Hoje, o governo do Estado trabalha com uma folga financeira que nos permite fazer escolhas políticas em áreas consideradas essenciais. O que precisamos é de uma equipe que saiba elaborar projetos de Estado com sinergia. Temos hoje uma pulverização de recursos, sem um fio condutor, fazendo com que boa parte do que é investido não tenha entrega efetiva.

O avanço das tecnologias fez com que a informalização da economia fosse praticamente reduzida. Ou seja, hoje a arrecadação do Estado está muito próxima da realidade, muito em razão do desuso do dinheiro em papel e do avanço das ferramentas de fiscalização tributária. Corrigidos pelo IPCA, o governo atual conta com cerca de R$ 80 bilhões a mais por mandato do que tínhamos há dez anos. Eu me pergunto: onde foi parar esse dinheiro?

Temos o 23º salário do professor, o 12º IDEB do Brasil, menos policiais civis e militares do que tínhamos há dez anos, nenhum novo presídio construído e nenhum quilômetro de rodovia duplicado nos últimos anos. O recurso veio, mas onde foi parar?

Nossas propostas para essas áreas são muito claras.

Na educação, precisamos ter um dos maiores salários do Brasil. É preciso inverter a lógica das contratações. Hoje, de cada dez professores, sete são temporários. Os concursos feitos pelo atual governo contemplam apenas cargas horárias de dez horas. Nossa proposta é valorizar o professor e a carreira do magistério, ampliando para 70% o número de professores efetivos. Ao criar segurança para quem ensina, a qualidade da educação vem junto.

Não podemos ter apenas 62% de nossas crianças alfabetizadas até o 2º ano. O Paraná tem 77%. Algo de errado estamos fazendo e precisamos corrigir isso. Recurso existe: o governo conta com R$ 10 bilhões investidos em banco. O Estado não é uma instituição de investimento.

Na segurança, precisamos ampliar o efetivo. Tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil. Precisaríamos ter 20 mil policiais militares; hoje temos pouco mais de 9 mil.

Para fazer isso de forma rápida, vamos convocar os policiais da reserva que tenham interesse em retornar à ativa para atuar no policiamento ostensivo. Segurança se faz com policial na rua. Podemos trazer os reservistas de forma rápida, sem a necessidade de que passem novamente pela academia. Enquanto isso, vamos planejar concursos públicos para áreas da PM que exigem maior vigor físico, como o BOPE e o Choque.

Outra preocupação é o planejamento das aposentadorias. Sabemos quando os agentes irão se aposentar e precisamos realizar concursos de forma planejada para suprir essas vagas, sem prejuízo para a corporação.

Na saúde, de forma imediata, é preciso comprar vagas ociosas do setor privado para atender os pacientes que aguardam por atendimento, seja em uma especialidade, seja por uma cirurgia. Para um procedimento, há uma fila de 116 mil pessoas aguardando. A longo prazo, vamos criar centros regionais de especialidades e procedimentos cirúrgicos.

Precisamos acabar com a política da ambulancioterapia, que obriga um paciente a viajar centenas de quilômetros para realizar um procedimento ou uma consulta. A saúde precisa estar próxima de quem precisa.

Na infraestrutura, precisamos retomar o diálogo com o governo federal para viabilizar obras. A BR-282 precisa ser duplicada, e nossas rodovias estaduais precisam ter sua capacidade ampliada. Isso se faz com obras estruturantes, em integração com o governo federal. É preciso retomar o diálogo com Brasília e trabalhar em conjunto.

Jorginho Mello 

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Jorginho Mello – Foto: Agencia Senado/Divulgação

Santa Catarina passou a limpo todas as áreas desde que assumi a gestão do Governo em 2023. Na Educação, nos tornamos o primeiro Estado do Brasil a ter ar-condicionado em 100% das salas de aula, mais de 14 mil salas em nossas 1038 escolas estaduais, e alcançamos o melhor IDEB dos últimos 20 anos. Fomos o Estado que mais abriu leitos de UTI no País, mais até do que no período da pandemia, e isso nos ajudou no recorde histórico de mais de 1,6 milhão de cirurgias realizadas.

As estradas estavam uma tristeza, péssimas, tinha buraco até no acostamento, esperando a vez de entrar na via. Consertamos tudo: um salto de 20% em situação boa e ótima para 96% das rodovias em condições ideais de uso. Isso é garantia de mais segurança, e também mais desenvolvimento. Agora o foco é asfaltar as estradas rurais que escoam hoje a produção das pequenas propriedades.

Na Segurança Pública, somos exemplo nacional. Santa Catarina é o Estado mais seguro do Brasil e, ano a ano, vamos melhorando ainda mais esses indicadores; e estamos construindo avanços importantes também no combate à violência contra a mulher. Esse trabalho cuidadoso foi realizado de forma minuciosa em todas as secretarias, desde a Assistência Social até o Turismo. Por isso não falta e não faltarão recursos.

Com o dever de casa feito, agora é o momento de projetar Santa Catarina para os próximos 30 anos. Estamos trabalhando projetos estruturantes pra garantir que esse desenvolvimento acelerado de hoje continue no futuro. Projetos como a VIAMAR, a FerroOeste, a duplicação da BR-282, entre outros. Avançamos muito, e devemos continuar avançando ainda mais.

Clique aqui para ver a coluna Pelo Estado PE_entrevista_27-09-2026

Produção e edição
Por Celina Sales para APJ/SC e ADI/SC
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