
Ex-dirigente do BRB teria recebido imóveis de luxo como vantagem indevida
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (16), durante uma nova etapa da operação denominada Compliance Zero. A ação investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo altos executivos do sistema financeiro.
De acordo com os investigadores, Costa é suspeito de ter recebido vantagens indevidas enquanto ocupava o comando da instituição, incluindo imóveis de alto padrão que teriam sido utilizados como forma de pagamento ilícito. Também há indícios de ocultação de patrimônio em diferentes estados, como São Paulo e o Distrito Federal.
Com 49 anos, o ex-dirigente construiu carreira sólida no setor bancário, com mais de duas décadas de atuação. Formado em Administração, iniciou sua trajetória no banco HSBC no final dos anos 1990 e, posteriormente, ingressou na Caixa Econômica Federal, onde ocupou funções estratégicas.
Em 2019, foi indicado para presidir o BRB, permanecendo no cargo até novembro de 2025. Durante sua gestão, liderou iniciativas de modernização e expansão digital do banco, ampliando a presença da instituição no mercado financeiro nacional.
Apesar do histórico profissional e da formação complementar em instituições internacionais, Costa passou a ser alvo de investigação por possíveis irregularidades relacionadas à aquisição de ativos financeiros e movimentações patrimoniais consideradas incompatíveis.
A operação também cumpre mandados em outras localidades e já resultou na prisão de empresários e executivos, incluindo Daniel Vorcaro. As autoridades apuram a existência de um esquema estruturado para ocultação de bens e lavagem de dinheiro.
A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou oficialmente. Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema prisional do Distrito Federal, onde permanece à disposição da Justiça.









