
Acidente mobilizou equipes de resgate, deixou familiares feridos e levou à suspensão temporária das atividades náuticas no Parque Nacional do Iguaçu.
O que seria um passeio inesquecível pelas Cataratas do Iguaçu terminou em tragédia na tarde de terça-feira (28), em Foz do Iguaçu (PR). O turista holandês Mark Lensink, de 26 anos, morreu após a embarcação em que estava com familiares tombar durante um passeio privativo do Macuco Safari, uma das atrações mais procuradas do Parque Nacional do Iguaçu.
Natural da cidade de Rijssen, na província de Overijssel, na Holanda, Mark trabalhava na empresa da família, do ramo da construção civil, e havia estudado na Universidade de Ciências Aplicadas Saxion. A viagem ao Brasil era realizada ao lado de parentes e tinha como objetivo conhecer um dos principais cartões-postais do país.
Segundo o ICMBio, oito pessoas estavam na embarcação: seis turistas holandeses, além do piloto e do copiloto. Após o tombamento, todos caíram nas águas do Rio Iguaçu e foram rapidamente resgatados por equipes da própria concessionária, Corpo de Bombeiros, Samu, Marinha do Brasil e servidores do parque.

Mark sofreu um afogamento que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação e do encaminhamento ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, ele não resistiu aos ferimentos. Outros familiares também precisaram de atendimento médico: um homem permaneceu internado em observação, uma mulher sofreu fratura no pé e outro integrante do grupo foi liberado após avaliação clínica.
Em nota oficial, o ICMBio lamentou a morte do visitante e informou que a empresa concessionária responsável pelo passeio possui documentação regular. Como medida preventiva, determinou a suspensão das atividades do Macuco Safari por três dias, enquanto as circunstâncias do acidente são apuradas.
As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil do Paraná e da Marinha do Brasil, que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). A perícia irá analisar fatores como as condições da embarcação, a dinâmica do tombamento, o nível do rio e os protocolos de segurança adotados durante a operação.
Especialistas lembram que o turismo de aventura no Brasil segue normas técnicas rigorosas da ABNT voltadas à gestão de riscos. Ainda assim, somente a conclusão das investigações poderá apontar as causas do acidente que interrompeu uma viagem em família e provocou grande comoção entre moradores, turistas e profissionais do setor.









