
Ministério Público denunciou gastroenterologista por diversos crimes após confronto durante ação do Gaeco
A Justiça de Santa Catarina tornou réu o médico gastroenterologista Marcelo Marques Costa, investigado por atirar contra um policial militar durante a Operação Efeito Colateral, realizada em Camboriú, no Litoral Norte catarinense. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), apura um suposto esquema de emissão de atestados médicos fraudulentos que teria beneficiado presos ligados ao crime organizado.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o médico passou a responder por tentativa de homicídio qualificado, resistência, posse e porte ilegal de arma de fogo e por dificultar o cumprimento de medida investigativa. A prisão preventiva foi mantida pela Vara Criminal da comarca, e ele segue detido no Complexo Penitenciário de Itajaí.
Conforme a denúncia, os policiais cumpriam mandados judiciais na residência do investigado quando ele teria reagido à abordagem e efetuado disparos contra a equipe. Um policial militar foi atingido durante a ocorrência e precisou de atendimento médico. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o agente apresenta quadro estável e evolução positiva na recuperação.
Durante as buscas, foram apreendidas armas de diferentes calibres, incluindo pistola, revólver, espingarda e munições. O Ministério Público sustenta que a reação armada teve o objetivo de impedir a prisão e dificultar a coleta de provas relacionadas às investigações.
As apurações do Gaeco indicam ainda que o esquema criminoso teria facilitado a saída de presos do sistema penitenciário por meio de laudos e atestados médicos considerados fraudulentos. Muitos dos beneficiados seriam integrantes de facções criminosas que, após obter prisão domiciliar, romperam tornozeleiras eletrônicas e passaram à condição de foragidos.
Além do médico, também são investigados uma advogada, uma secretária e outro homem apontado como participante do esquema. A operação mobilizou dezenas de agentes em Santa Catarina e no Paraná, resultando na apreensão de dinheiro em espécie, celulares, computadores e documentos que seguem sendo analisados.
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