
Haste de guarda-sol localizada semanas após o caso levanta dúvidas sobre a investigação e motiva pedido de nova perícia
A investigação sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, ganhou um novo capítulo após a descoberta de um objeto que pode ajudar a esclarecer o caso. Uma professora relatou ter encontrado, próximo à faixa de vegetação de uma praia da capital catarinense, uma haste metálica de guarda-sol que apresentava marcas consideradas suspeitas.
O animal morreu no dia 5 de janeiro e o objeto foi localizado cerca de um mês depois, em 7 de fevereiro. Segundo a professora, a peça estava parcialmente escondida no mato, próxima a um deck da praia, e chamou atenção por apresentar amassados e manchas escurecidas.
Diante da descoberta, ela decidiu guardar o material e procurar um grupo de ativistas que acompanha o caso. A haste foi posteriormente exibida em reportagem televisiva, reacendendo o debate sobre as circunstâncias da morte do animal.

A advogada Antilia Reis, que auxilia o grupo, afirma que existem indícios de que o objeto possa estar relacionado à agressão que resultou na morte do cão. Segundo ela, será solicitado um novo exame pericial para verificar se há compatibilidade entre a haste e possíveis lesões no crânio do animal, além da possibilidade de análise genética.
O caso já havia gerado controvérsia devido às diferenças entre os laudos técnicos. O primeiro relatório veterinário indicava traumatismo grave na cabeça, com sinais de inchaço, sangramento e suspeita de fraturas na face.
Posteriormente, por determinação do Ministério Público de Santa Catarina, o corpo do animal foi exumado para uma nova perícia. O exame não identificou fraturas no crânio ou lesões atribuídas diretamente à ação humana.
Ainda assim, os peritos ressaltaram no documento que a ausência de fraturas ósseas não descarta a ocorrência de traumatismo craniano, condição que pode ocorrer sem marcas evidentes nos ossos.
Diante das divergências e do surgimento do novo objeto, a advogada pretende pedir a revisão da perícia e até a federalização do caso. A Polícia Civil ainda não confirmou se o material encontrado será oficialmente incorporado à investigação.
Enquanto o inquérito segue em andamento, a morte do cão continua mobilizando moradores, defensores da causa animal e organizações que cobram respostas sobre o que realmente aconteceu.









