Vítima conseguiu fugir após meses de violência e denunciou caso à polícia
Um caso de violência brutal registrado em Itapema trouxe à tona o relato de uma mulher que afirma ter vivido meses de sofrimento físico e psicológico dentro de um relacionamento abusivo. A vítima, uma gaúcha de 39 anos, contou ter sido mantida em cárcere privado por cerca de três meses, período em que sofreu agressões constantes e teve sua liberdade completamente restringida.
Segundo o relato, o homem — um profissional da área odontológica — teria inicialmente conquistado sua confiança ao se apresentar como alguém disposto a ajudá-la em um momento de vulnerabilidade. Pouco tempo depois, o relacionamento evoluiu rapidamente para uma convivência sob o mesmo teto, que logo se transformaria em um ambiente de controle e violência.

O imóvel onde o casal passou a viver ficava nos fundos de um estabelecimento e possuía características que dificultavam a percepção do tempo, sem janelas ou acesso fácil ao exterior. Com o passar dos dias, a vítima relata que sua rotina passou a ser monitorada de forma constante, incluindo controle de deslocamento, afastamento do trabalho e isolamento completo de familiares.
Durante esse período, ela afirma ter sido submetida a agressões físicas recorrentes, além de humilhações verbais e ameaças. O agressor, segundo o depoimento, utilizava da violência para impor domínio psicológico, diminuindo a autoestima da vítima e reforçando a ideia de submissão.
Um dos episódios mais marcantes relatados envolve a realização forçada de múltiplas tatuagens com o nome do agressor, feitas em diferentes partes do corpo. A prática, segundo a vítima, teria ocorrido sob coerção e simbolizava o controle exercido sobre ela.
Além das agressões, a mulher também descreve ameaças constantes à sua vida, incluindo relatos detalhados de possíveis formas de assassinato. O ambiente de medo era agravado pelo isolamento, já que ela era orientada a manter contato mínimo com familiares e sempre afirmar que estava bem.

A fuga ocorreu após uma nova sequência de violência. Ao perceber que o agressor estava sob efeito de medicação, a vítima conseguiu deixar o local e pedir ajuda. Em seguida, percorreu centenas de quilômetros até a casa dos pais, onde buscou apoio e formalizou a denúncia.
O suspeito foi preso e, durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio. De acordo com a delegada responsável pelo caso, ele deverá ser inicialmente indiciado por crimes como cárcere privado, ameaça qualificada contra a mulher, dano qualificado e lesão corporal qualificada.
As investigações avançaram e já apontam a existência de pelo menos outras duas possíveis vítimas, que também teriam sofrido episódios de violência. A Polícia Civil reforça o pedido para que outras mulheres que eventualmente tenham passado por situações semelhantes procurem as autoridades e formalizem denúncia.
A defesa de Alisson Malinoski informou, por meio de nota, que o profissional é inocente e que a verdade dos fatos será demonstrada no decorrer do processo judicial.
O caso reacende o alerta sobre a importância de identificar sinais de relacionamentos abusivos e buscar ajuda o quanto antes, reforçando a necessidade de redes de apoio e canais de denúncia.
Confira a entrevista completa exibida no Domingo Espetacular:
Fontes: TV Record










