Mãe e filha envolvidas na tragédia em Itapoá; Sônia perdeu a vida ao tentar proteger Evelyn – Foto: Reprodução/Redes sociais

Ameaças registradas, boletim de ocorrência e fuga do suspeito marcam o crime

No início da noite de sexta-feira (7), o bairro Palmeiras, em Itapoá (SC), foi palco de uma tragédia que abalou moradores: uma mulher de 40 anos foi assassinada com sete tiros e sua filha agredida após longa disputa com um vizinho. O crime aconteceu por volta das 18h.

Segundo apurado, a vítima, identificada como Sônia Regina Barbosa da Silva, foi ao encontro da filha, Evelyn Regina Martins, quando houve uma nova discussão com o vizinho, militar reformado. O conflito já vinha se prolongando por um tempo.

Momentos antes, mãe e filha haviam registrado um boletim de ocorrência contra o vizinho, alegando que ele as ameaçava com arma. Após saírem da delegacia, retornavam para casa quando o suspeito atirou contra Evelyn, sendo que Sônia teria se colocado em defesa, recebendo os disparos.

Ela foi atingida por tiros no peito e na cabeça, falecendo no local do crime. A filha também foi agredida — além do susto e do medo, há suspeita de fraturas; ela foi levada ao hospital para atendimento.

Moradores relataram terem ouvido os disparos e gritos. Algumas crianças correram pela rua em pânico. O suspeito fugiu logo após o ato, levando a arma (um revólver calibre .38) e escapando numa motocicleta sem capacete.

A Polícia Militar intensificou buscas, comunicou outras unidades e está em alerta. Até agora ele permanece foragido. A investigação corre por parte da Polícia Civil.

O delegado responsável informou que vai ouvir a filha para confirmar os detalhes e testemunhas para refinar a linha do tempo dos fatos. Também serão analisadas as circunstâncias do crime, além das eventuais falhas no boletim de ocorrência registrado previamente.

O episódio reacendeu debates em Itapoá sobre segurança, o uso de armas, conflitos entre vizinhos e como denúncias anteriores não impediram a tragédia. Para muitos, é um alerta de que sinais de ameaça não devem ser subestimados.