A Polícia Civil reforça o alerta sobre os riscos da compra de medicamentos de origem irregular. A apreensão em Apiúna faz parte do combate ao comércio clandestino de produtos sem autorização sanitária. - Foto: Polícia Civil Apiúna/Reprodução

Polícia Civil apreendeu mais de 45 caixas de tirzepatida sem registro na Anvisa; investigação busca identificar outros envolvidos no esquema

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de comercializar medicamentos à base de tirzepatida sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A abordagem ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), no Centro de Apiúna, no Alto Vale do Itajaí, após os investigadores receberem uma denúncia sobre uma entrega que seria realizada nas proximidades de uma agência bancária. A ação faz parte do combate ao comércio clandestino de medicamentos, prática que coloca a saúde pública em risco e configura crime.

Segundo a investigação, o suspeito conduzia um Honda CR-V e foi abordado por volta das 15h30, quando se aproximava do local da entrega. Durante a revista no veículo, os policiais encontraram mais de 45 caixas de tirzepatida dentro de uma sacola sobre o banco do passageiro. De acordo com a Polícia Civil, os medicamentos eram transportados de forma irregular e não possuíam registro sanitário para comercialização no Brasil.

O homem foi preso em flagrante, enquanto o veículo e o telefone celular foram apreendidos para auxiliar nas investigações. A polícia também identificou uma mulher apontada como responsável pela encomenda e segue apurando a possível participação de outras pessoas no esquema de distribuição ilegal.

A tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, da obesidade, sempre com prescrição e acompanhamento médico. No entanto, a Anvisa alerta que versões produzidas por fabricantes sem autorização sanitária não oferecem garantias de qualidade, segurança ou eficácia, podendo representar sérios riscos à saúde. Nos últimos meses, a agência intensificou a fiscalização e proibiu a fabricação, importação, distribuição, propaganda e comercialização de diversas marcas irregulares.

As autoridades reforçam que medicamentos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e, quando exigido, mediante prescrição médica, evitando compras por redes sociais ou canais clandestinos, onde não há garantia sobre a procedência, o armazenamento e a conservação dos produtos.