Projeto prevê uso do mar como alternativa de mobilidade na Grande Florianópolis, com integração entre diferentes modais de transporte. - Foto: Sudesc/Divulgação

Sistema multimodal prevê integração entre barcos, ônibus e modais urbanos nos próximos anos

A Grande Florianópolis poderá dar um passo importante rumo à modernização da mobilidade urbana com a implantação de um teste piloto de transporte marítimo. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo que busca integrar diferentes modais e oferecer alternativas ao trânsito cada vez mais congestionado na região.

De acordo com a Superintendência de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas de Santa Catarina, a proposta é incluir o transporte aquaviário dentro de um sistema coletivo multimodal, conectando deslocamentos por água, terra e meios alternativos, como bicicletas e patinetes.

O cronograma prevê que até setembro de 2027 seja lançado o edital do novo sistema de transporte coletivo intermunicipal, em alinhamento com o Ministério Público de Santa Catarina. Paralelamente, um edital específico para o teste do transporte marítimo deverá ser publicado antes, com prazo experimental entre três e cinco anos.

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Transporte aquaviário integrado a ônibus, bicicletas e patinetes promete revolucionar a mobilidade na Grande Florianópolis – Foto: Sudesc/Divulgação

A ideia é avaliar a viabilidade do serviço em rotas estratégicas, principalmente em áreas com forte ligação entre municípios costeiros e grande fluxo de trabalhadores e estudantes. O modelo busca reduzir o tempo de deslocamento e oferecer uma alternativa sustentável ao transporte rodoviário.

Outro passo importante será a atualização do Plano de Mobilidade da região. A Sudesc pretende contratar uma empresa especializada para revisar os dados do Plano de Mobilidade da Grande Florianópolis, em um estudo que deve durar cerca de 12 meses e mapear o comportamento dos usuários e as principais demandas de deslocamento.

O sistema projetado inclui corredores exclusivos de ônibus no modelo BRT, integração tarifária e acessibilidade, além da conexão com o transporte aquaviário. A expectativa é que, após a fase de testes e ajustes, o modelo completo esteja em funcionamento em até cinco anos, transformando a forma como a população se desloca na região.

Fonte: NSC