Investigação em Camboriú: o Gaeco apura suspeitas relacionadas a licitações e contratos administrativos realizados entre 2023 e 2024. As buscas ocorreram em quatro municípios e o processo tramita sob sigilo. -Foto: Divulgação/MPSC

Operação Controle Oculto cumpre 12 mandados em quatro cidades e investiga possível envolvimento de particulares e agentes públicos

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Controle Oculto.

Investigação envolve contratos de 2023 e 2024

A ação apura possíveis irregularidades em licitações e contratos administrativos celebrados pelo Município de Camboriú entre 2023 e 2024.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços particulares localizados em Camboriú, Balneário Camboriú, Tijucas e Itajaí.

As medidas foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú e realizadas em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Camboriú.

Possível direcionamento está entre as suspeitas

Segundo o MPSC, a investigação apura a possível atuação conjunta de particulares, um agente público e um ex-agente público em procedimentos de contratação.

Entre as suspeitas estão eventual direcionamento de licitações, utilização de interpostas pessoas e manipulação de procedimentos administrativos.

Os investigadores também analisam possíveis pagamentos de vantagens indevidas, aditivos contratuais e movimentações financeiras consideradas relevantes para o caso.

Buscas procuram novas provas

Durante a operação, os agentes buscaram documentos e outros materiais que possam ajudar a reconstruir como os procedimentos foram conduzidos e identificar eventual participação de cada investigado.

A apuração também considera a possibilidade de ocultação patrimonial relacionada aos fatos investigados.

Prefeitura diz que sede não foi alvo de busca

A Prefeitura de Camboriú informou que não houve cumprimento de mandado na sede do Executivo municipal e afirmou estar à disposição para colaborar com as autoridades.

O processo tramita sob sigilo, e os nomes dos investigados, empresas eventualmente envolvidas e detalhes dos contratos permanecem restritos.

Até o momento, não foram divulgados valores de eventual prejuízo aos cofres públicos nem informações sobre prisões.

A investigação segue em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas conforme os autos deixarem de tramitar sob sigilo.