
Estudante de 18 anos é acusada de utilizar verba da turma para apostas ilegais
Uma estudante de 18 anos é apontada como suspeita de ter utilizado os R$ 10.126,04 arrecadados para a formatura em apostas no jogo do “Tigrinho”, em Bombinhas (SC), conforme boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil. O caso é tratado como apropriação indébita, uma vez que 25 colegas teriam sido lesados.
A aluna era responsável por recolher o valor em espécie arrecadado pelos colegas e entregar à comissão organizadora da formatura da turma técnica de hospedagem da Escola Maria Rita Flor. A professora madrinha da turma relatou que, pouco antes de o montante desaparecer, mencionou em sala uma notícia sobre desfalque semelhante ocorrido em outra cidade. Uma colega, em tom descontraído, comentou: “Não vai gastar tudo no Tigrinho!”.
Após isso, a estudante teria faltado às aulas e deixou de atender aos contatos. No dia 14, a professora, a diretora e uma integrante da comissão visitaram a residência da jovem e conversaram com ela e sua mãe. A estudante afirmou que o dinheiro havia sido gasto no “Tigrinho”, rindo ao relatar os fatos, enquanto a mãe disse inicialmente ignorar o episódio.
Segundo o relato policial, a mãe admitiu que sua conta já havia sido acessada pela jovem para apostas online. Em depoimento, a aluna disse que o recurso havia “sumido” no jogo. Os estudantes relataram que mobilizaram esforço coletivo para arrecadar o valor: venderam doces, organizaram sessões de cinema, comercializaram pipocas, balas e chicletes.
O boletim destaca que o valor não representava apenas um montante em dinheiro, mas também o tempo, o empenho e o sonho de celebração da turma. Agora, a Polícia investiga se haverá responsabilização criminal e reparação para os colegas lesados, enquanto a comunidade escolar vive indignação e busca respostas.









