Donald Trump diz que Washington assumirá controle temporário do país e garantirá transição política
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que seu país assumirá de forma interina o governo da Venezuela após uma operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Em discurso transmitido ao vivo, Trump explicou que a administração americana permanecerá no país até que seja possível realizar uma transição política “segura, adequada e legal” para um novo governo venezuelano.
Segundo Trump, a decisão ocorre após uma ofensiva militar coordenada por forças americanas que atacaram diversos pontos estratégicos em Caracas nas primeiras horas do dia, resultando na detenção de Maduro e na sua retirada do país. O presidente dos EUA destacou que a missão foi realizada com o apoio de múltiplos ramos do poder militar e sem baixas entre as tropas americanas envolvidas.
Durante a coletiva de imprensa em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que a intenção dos EUA é trabalhar com um grupo de autoridades americanas e parceiros internacionais para administrar a Venezuela de forma temporária, garantindo estabilidade e abrindo caminho para o estabelecimento de um novo governo.
O presidente também abordou planos econômicos, afirmando que empresas petrolíferas norte-americanas devem ter papel importante na reconstrução do setor petrolífero venezuelano, um dos mais importantes do mundo, destacando investimentos previstos na indústria de energia do país sul-americano.
Trump sublinhou que o governo dos EUA está preparado para manter a presença na Venezuela pelo tempo necessário, mesmo mencionando que “não teme colocar tropas no solo” se isso ajudar a assegurar a ordem e o cumprimento dos objetivos da missão.
Essa intervenção representa um dos momentos mais significativos da política externa americana na região em décadas, semelhante em escala a operações históricas como a invasão do Panamá em 1989, de acordo com analistas internacionais.
Reações à declaração de Trump ocorreram rapidamente no cenário global. Países da América Latina e organizações internacionais criticaram a ação como uma violação da soberania venezuelana, enquanto aliados externos reforçaram a necessidade de uma transição pacífica e do respeito ao direito internacional.
O governo venezuelano, por meio de representantes oficiais, repudiou a tomada de poder americana, qualificando-a como uma agressão que fere a independência e integridade do país. Ao mesmo tempo, opositores venezuelanos elogiaram a detenção de Maduro e veem a intervenção como uma oportunidade para reconstrução democrática.
A captura de um chefe de Estado por forças estrangeiras e o anúncio de uma administração temporária por outro país marcam um momento sem precedentes na história recente da América Latina, que agora entra em uma fase intensa de incerteza política, diplomática e social com impactos que devem repercutir globalmente.










