O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: José Cruz/AgÃência Brasil)

Ministro avisou sobre sua decisão a assessores próximos, mas governo ainda não confirma a saída oficialmente. Situação política de Ernesto se deteriorou nos últimos dias, com críticas de deputados e senadores.

A saída do chanceler, um dos membros mais proeminentes da ala ideológica do governo do presidente Jair Bolsonaro, acontece em meio à pressão do Congresso, descontente com a condução da política externa do país.

O pedido de demissão também vem no dia seguinte a Araújo afirmar em um tuíte que a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), disse a ele no início de março que ele se tornaria o “rei do Senado” se fizesse “um gesto em relação ao 5G”, o que ele afirmou ter se recusado a fazer.

A fala do chanceler gerou forte reação de Kátia Abreu e de vários senadores, entre eles o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Perfil

Ernesto Araújo foi anunciado como ministro das Relações Exteriores de Jair Bolsonaro durante a transição de governo, em novembro de 2018, e assumiu o ministério com o início do mandato de Bolsonaro.

Araújo iniciou a carreira no Itamaraty em 1991. Foi diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty por dois anos antes de ser ministro.

Com quase três décadas de carreira, chegou ao topo da hierarquia diplomática em junho de 2018, quando foi promovido a embaixador. Já atuou nas embaixadas do Brasil em Washington (EUA) e Ottawa (Canadá).