Casal investigado por extorsão qualificada foi preso após operação da Polícia Civil. A vítima permaneceu cerca de 10 horas sob ameaças e sofreu agressões durante o crime. - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a Polícia Civil, vítima foi rendida por casal armado, obrigada a realizar saques, Pix e compras sob ameaças; investigação aponta violência extrema durante o cárcere.

Um homem de 60 anos viveu cerca de dez horas de terror após marcar um encontro com uma garota de programa em um motel de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso, investigado pela Polícia Civil, resultou na prisão preventiva de um casal durante uma operação realizada nesta quarta-feira (23), no bairro Santa Lídia, em Penha.

Segundo as investigações, o crime ocorreu em 4 de abril de 2026. A vítima teria contratado os serviços da mulher e seguido com ela até um motel no bairro São Domingos. Pouco depois, o companheiro dela surgiu armado, ameaçou o homem e o obrigou a entrar em um veículo.

Durante aproximadamente dez horas, a vítima permaneceu em cárcere privado, sendo levada a diferentes locais e coagida a realizar saques, transferências via Pix e compras com cartões bancários. O prejuízo financeiro chegou a R$ 9,8 mil.

Além das ameaças, o homem sofreu agressões físicas. Conforme a Polícia Civil, os criminosos arrancaram uma de suas unhas para obrigá-lo a revelar as senhas bancárias, aumentando ainda mais a violência do crime.

As investigações também apontaram a participação de um motorista de aplicativo, alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com a polícia, parte das compras feitas com o cartão da vítima foi processada em uma máquina vinculada ao investigado.

Com as provas reunidas durante o inquérito, a Justiça decretou a prisão preventiva do casal, após manifestação favorável do Ministério Público. Os dois foram encaminhados ao Presídio de Itajaí.

A Polícia Civil informou que ambos possuem antecedentes por tráfico de drogas e que o homem também tinha um mandado de prisão em aberto por condenação pelo mesmo crime. O inquérito segue em andamento para apurar a possível participação de outras pessoas no caso.